Repressão

Ex-candidata de esquerda à presidência, Luisa González denuncia perseguição política após ser presa no Equador

Luisa González é herdeira do capital político do ex-presidente Rafael Correa e faz oposição de esquerda ao atual governo

A ex-candidata à presidência do Equador, Luisa González, discursa durante uma coletiva de imprensa em Quito, em 28 de janeiro de 2026
A ex-candidata à presidência do Equador, Luisa González, discursa durante uma coletiva de imprensa | Crédito: Rodrigo Buendia/AFP

A ex-candidata à presidência pelo Movimento Revolução Cidadã (RC), Luisa González, compartilhou sua primeira declaração pública após ser detida no Equador, denunciando o que chamou de guinada autoritária do governo liderado pelo presidente Daniel Noboa, bem como o ataque sistemático às liberdades democráticas e a perseguição a líderes populares.

Em uma publicação nas redes sociais, a liderança de esquerda descreveu a situação institucional do país como insustentável e rejeitou as acusações contra ela, declarando que “hoje é a minha vez de ser detida sob uma acusação absurda”. “Responderei com a dignidade dos equatorianos que nada me devem e que estão comprometidos em conquistar a liberdade para o Equador e um futuro melhor para o país”, disse.

González dirigiu uma mensagem às organizações sociais e aos movimentos de esquerda, enfatizando que “aos meus camaradas da Revolução Cidadã e de todas as forças progressistas eu digo: é hora de união, união e união para alcançarmos a liberdade e a democracia no país”.

A ex-candidata à presidência nas eleições de 2023, representando o legado político do ex-presidente Rafael Correa, agradeceu às comunidades de todo o país pelo apoio e reafirmou a determinação do povo em superar a censura. González concluiu seu discurso afirmando que o silêncio popular acabará por romper o domínio autoritário e restaurar a soberania e a plena democracia na República do Equador.

Luisa González foi presa na madrugada de quinta-feira (22) na paróquia de Canuto, cantão de Chone, província de Manabí.

A prisão foi efetuada por membros da Polícia Nacional e da Procuradoria-Geral da República, no âmbito de uma operação judicial denominada “caso labirinto”, que investiga supostas operações ilegais de financiamento eleitoral durante a campanha de 2023.

A operação policial envolveu batidas simultâneas nas províncias de Manabí e Pichincha, resultando na prisão de três pessoas para fins de formalização de acusações.

Após o procedimento, familiares e amigos da líder denunciaram um estado de incerteza sobre seu paradeiro, observando que as autoridades administrativas não especificaram se ela está detida em Manabí ou sendo transferida para Quito para a audiência judicial, o que constitui uma grave violação das garantias do devido processo legal.

*Com Telesur

Editado por: Lucas Estanislau

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