Um relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) levanta suspeitas de que o advogado Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro (PL) teriam sido sócios. Pesa sobre Tomaz, considerado o maior apostador do país, acusações de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O Jornal Nacional, da Globo, também denunciou, em reportagem na quarta-feira (21), a suspeita de um quarto secreto em um hangar no Aeroporto Internacional de Brasília (DF), onde o advogado esconderia dinheiro vivo. Soma-se a isso uma reportagem da revista piauí que aponta a conexão entre Tomaz, Flávio e empresários ligados à vacina Covaxin, que teriam participado de um churrasco com garotas de programa, na época da pandemia, para tratar de propina.
As recentes revelações mostram que um “corrupto, mentiroso e sócio do crime quer ser Presidente da República”, diz a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato. A parlamentar lembra que, além de todas as novas notícias, Flávio ainda tem contra si o pedido de R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, recurso que ele nunca comprovou ter sido realmente usado para financiar o filme “Dark Horse”.
“As pessoas precisam conhecer esses fatos. O ministro André Mendonça sentou em cima da investigação sobre o filme. Diligências foram sugeridas pela Polícia Federal desde julho e nada foi feito”, afirma, ao elogiar a cobertura do jornalismo independente e criticar a pouca visibilidade que a mídia comercial deu ao episódio envolvendo a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. “A relação de Flávio com Willer Tomaz é absolutamente criminosa”, reforça.
Feghali afirma que a revelação do episódio envolvendo a Covaxin é “acintosa” e causa ainda mais revolta por saber que pessoas estavam morrendo por causa da Covid-19 devido à demora da vacina. “Enquanto as pessoas morriam na pandemia, eles negociavam uma vacina mais cara para colocar dinheiro no bolso. Tudo isso é bom que venha a público e que venha a público no debate, que é uma TV aberta”, aponta.
A deputada alerta sobre os arroubos autoritários de Flávio, que se assemelham aos de seu pai, na defesa da ditadura e no risco que uma figura como ele representa para o exercício da democracia. “Ele é autoritário. Se Flávio estiver no governo, ele terá maioria no Congresso e nosso único ponto de contestação serão as ruas. Vai ser um período muito difícil”, avalia.
Para ouvir e assistir
O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

