Segundo turno

Ato final de apoio a Lula e Leandro Grass reúne apoiadores a 2 km de manifestação pró-Bolsonaro em Brasília

Evento reuniu lideranças políticas e representantes de movimentos sociais e culturais na véspera do segundo turno

Ato Bota pra Virar DF
O ato em Brasília ocorreu simultaneamente a outras manifestações em diferentes partes do Brasil | Crédito: Camila Araujo

O ato final de campanha em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao candidato ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT), reuniu apoiadores neste sábado (24), na região central de Brasília. Com o nome “Bota pra Virar”, a mobilização ocorreu perto do Museu Nacional da República, a cerca de dois quilômetros de uma manifestação em apoio à governadora Celina Leão (PP) e ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), na Torre de TV. Ao final dos atos, foram registrados episódios de hostilidade entre os grupos.

Organizado por movimentos sociais, populares, estudantis e culturais, o ato “Bota pra Virar” teve discursos em defesa da educação pública, do meio ambiente, dos direitos LGBT+ e dos programas sociais.

Durante o discurso, Leandro Grass defendeu a ampliação de vagas em creches, melhorias no transporte público e investimentos em saúde e educação. Também criticou a adversária Celina Leão pela ausência em debates eleitorais e fez acusações relacionadas ao Banco de Brasília (BRB).

“O que está em jogo é o futuro da cidade. O que está em jogo é a nossa vida”, declarou.

Grass ainda defendeu políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres e criticou o que classificou como silenciamento da cultura e falta de atenção às crianças atípicas. “A nossa campanha foi feita de pessoas. A população acredita na virada”, afirmou.

Leandro Grass no último discurso antes da votação do segundo turno | Crédito: Camila Araujo

A candidata a vice-governadora, Dora Gomes (PV), agradeceu à militância e destacou a participação popular. “Estamos encerrando essa caminhada com a força e a esperança que vocês nos emprestaram, com suas vozes e sua participação”, disse.

Gabriel Barros, secretário de Juventude do PT no DF, destacou a importância da participação popular. “O Lula já falou: a gente tem que reinventar a forma de governar, e isso se faz com o povo na rua”, disse.

Lucas Carvalho, do PCdoB, afirmou que a campanha levou às ruas temas como soberania nacional e proteção social. “Independentemente do resultado de amanhã, a fórmula está dada: os partidos, os comunistas, precisam ir para as ruas e disputar a realidade do povo”, declarou.

Capoeiristas do grupo Capoeiristas com Lula também participaram do ato. Para Artur Sinimbu, a cultura popular está ligada à participação política.

“A capoeira é política. Como dizia o mestre Pastinha, ‘capoeira é tudo que a boca come’”, afirmou.

Sinimbu reconheceu ressalvas em relação ao governo Lula, mas classificou a vitória do presidente como um “objetivo tático”. Defendeu ainda a continuidade da mobilização, independentemente do resultado eleitoral.

Artur Sinimbu, do grupo Capoeiristas com Lula | Crédito: Camila Araujo

A estudante de Biologia da Universidade de Brasília (UnB) Luísa Mendes participou com a Tabucando, bateria independente e voluntária formada por estudantes.

“Estamos participando porque Biologia sem luta de classes é jardinagem”, afirmou. Ela destacou a defesa do meio ambiente, das universidades públicas e dos institutos federais, além da preocupação com os possíveis impactos de uma derrota de Lula sobre a ciência e as políticas de inclusão.

A ativista Ana Andrade participou da mobilização com a companheira, Carina Menezes, e defendeu a ocupação das ruas como forma de participação política.

A ativista Ana Andrade com sua companheira Carina Menezes | Crédito: Camila Araujo

Ana atuou na defesa dos direitos LGBT+ durante o governo Bolsonaro, período que, segundo ela, foi marcado pelo desmonte de políticas públicas, pela violência contra pessoas trans e pelo fechamento de espaços de acolhimento.

Em 2019, o governo Bolsonaro editou o Decreto nº 9.759, que estabeleceu medidas para extinguir e revisar colegiados da administração pública federal, afetando espaços de participação social.

Ana destacou a retomada de espaços institucionais durante o governo Lula e defendeu a continuidade das políticas públicas para a população LGBT+.

“Estou esperançosa. Acredito muito no poder do povo. Se não acreditasse, não poderia fazer o que faço”, afirmou.

Entre as lideranças políticas presentes estavam Leandro Grass, Dora Gomes, Gabriel Magno (PT), Fábio Felix (Psol), Erika Kokay (PT), Chico Vigilante (PT), Keka Bagno (PSOL), Leila do Vôlei (PDT), Bernardo Moreira (PSB) e Múcio Botelho (PSB).

O ato ocorreu na véspera do segundo turno das eleições. No Distrito Federal, os eleitores escolherão entre Celina Leão e Leandro Grass para o governo local. Na disputa presidencial, os candidatos são Lula e Flávio Bolsonaro.

Ato Bota pra virar DF
Manifestação foi realizada neste sábado (24), véspera de eleição | Crédito: Camila Araujo

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Editado por: Flavia Quirino

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