Desprezo da extrema direita pelo povo negro no Brasil. Foi assim que a deputa estadual Paula Nunes, da bancada feminista do PSOL, em São Paulo, analisou o caso do homem branco que conduziu outro homem negro, acorrentado e com adesivos com frases agressivas ao Partido dos Trabalhadores (PT) durante ato em favor de Flávio Bolsonaro (PL), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
A imagem foi feita pelo jornalista francês Raphaël Bernard e divulgada pela revista Fórum neste sábado (24).
Durante a transmissão especial de eleições do Brasil de Fato neste domingo (25), Paula Nunes explicou “é uma escolha que mostra um completo desprezo pela vida do povo negro, pela história do povo negro, pelo que foi e pelo que é a herança da escravidão, tão triste, que ainda vive no nosso país, de um lado”, apontou.
“Eu acho que esse é um caso que exige um nível de responsabilização, uma responsabilização coletiva inclusive, não só a injúria racial, mas o que é o racismo mesmo como crime no nosso país. Mas, mais do que isso, eu acho que isso exige uma responsabilidade política grande nossa, de entender o que está em jogo nesse cenário e por que essa eleição é a eleição das nossas vidas”, apontou.
A parlamentar também mencionou o protagonismo das mulheres nestas eleições e como elas podem ser essa barra de conteção ao avanço da extrema direita no país. Para Paula Nunes, as mulheres são o chamado “cordão sanitário” contra o bolsonarismo.
“As mulheres sabem e concordam com algumas coisas, mesmo as mais conservadoras: que é necessária política pública de enfrentamento à violência contra as mulheres, que é necessário salário igual para trabalho igual e que o cuidado é uma forma de existência na nossa sociedade que precisa de políticas públicas.”
De acordo com a parlamentar, as mulheres podem fazer a diferença no processo eleitoral e colocar o Brasil como referência no combate à extrema direita mundial.
“Nesse momento, eu acredito que as mulheres não só podem fazer a diferença, como farão a diferença nas eleições brasileiras. E aqui nós precisamos que o nosso país siga sendo um bastião democrático na América Latina, mas também ao redor do mundo.”, concluiu.
Acompanhe a transmissão:

