“É possível que alguma das campanhas peça a anulação do segundo turno”, afirma a advogada em direito eleitoral, Paula Bernadelli, após a confusão com a prorrogação do horário do fechamento das urnas na realização do segundo turno presidencial neste domingo (25). A principal questão é que, mesmo com a prorrogação, várias urnas já estavam fechadas e não havia uma orientação para os mesários.
Bernadelli, no entanto, não acredita que seria uma decisão razoável do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dependeria “de quantificar quantos eleitores foram afetados e qual o impacto real que isso poderia ter na eleição”.
“Após o anúncio da prorrogação, a gente já tem urnas que já estão fechadas. Escolas que já estão fechadas, mesários que já foram dispensados. A comunicação, a decisão do TSE saiu, mas os TREs não foram notificados rapidamente”, afirmou a advogada.
Bernadelli critica a demora para a decisão sobre a prorrogação. “O que acontece agora é a pergunta de um milhão de dólares. A decisão veio muito tarde. O primeiro pedido foi protocolado antes das duas da tarde, então tinha tempo hábil do TRE ter analisado isso, ter visto as situações e decidido isso antes a tempo de operacionalizar essa logística”, afirmou.

