Figuras da extrema direita ligadas ao campo de Flávio Bolsonaro (PL) atacaram o ministro do STF Cristia Zanin pela decisão que estendeu o tempo de votação em 2 horas neste domingo (25).
Além disso, vários nomes do campo conservador fizeram ameaças ao processo eleitoral. O deputado federal eleito Lucas Pavanato escreveu em suas redes sociais que “nessa eleição não aceitamos perder” e disse que farão “o que tiver que ser feito para garantir que não roubem a eleição”.
Pavanato ainda prometeu pedir o impeachment de Zanin, a quem acusa de uma “tentativa patética de favorecer o Lula”.
“A gente ia tirar o Alexandre de Moraes, esse era nosso objetivo, mas agora você também é o alvo. Nós vamos tomar a tua toga”, disse.
Quem foi na mesma linha foi o deputado federal Nikolas Ferreira que tuitou: “mais um impeachment para o ano que vem”.
Ferreira também escreveu frases ameaçadoras ao processo eleitoral: “Ou a gente ganha, ou a gente ganha. Tá avisado”.
“[Ele] fez isso para poder criar uma narrativa. Quando o time tá perdendo e sabe que não vai ganhar, quer ganhar no tapetão”, alegou o deputado.
A decisão de Zanin foi baseada em denúncias de que a falta de transporte público estava impedindo eleitores de chegar às seções eleitorais.
Ferreira ainda arriscou uma comparação com a Venezuela. Em suas redes sociais, ele publicou uma imagem provavelmente oriunda de chatbot de Intelgiência Artificial que diz que em 2015 as eleições venezuelanas foram prorrogadas porque a oposição de direita havia vencido.
No entanto, a prática de prorrogar tempo de votação é comum na Venezuela, tendo ocorrida pelo menos das últimas duas eleições presidenciais que o presidente de esquerda Nicolás Maduro saiu vencedor.
O senador pelo Rio Grande do Norte Rogério Marinho (PL) também atacou Zanin, chamando a decisão de “vergonhosa e intempestiva”.
“Ação inexequível para tumultuar o processo de uma eleição que eles já perderam no voto. Eleição para o PT É aquela que eles ganham, quando eles perdem é ditadura. Lamentável”, disse.

