'Demorou muito'

‘Nunes Marques trabalhou como cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro’, diz advogado

Para Jorge Folena, o 'mal está feito' e quem não votou não iria voltar para votar

Nunes Marques, novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil
Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil | Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A falta de uma decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, sobre a prorrogação do final das eleições neste domingo (25) é uma atitude que mostra que ele atua como “cabo eleitoral” do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e que causou mal à eleição, avaliou o advogado Jorge Folena em entrevista ao Brasil de Fato.

“É aquilo que nós já imaginávamos. Kássio Nunes Maques e André Mendonça atuam como cabos eleitorais da candidatura de Flávio Bolsonaro. Eles perceberam que a militância de Lula se mobilizou para levar as pessoas que não foram ao primeiro turno a irem votar no segundo. E, apesar dos problemas de transporte, eles não fizeram absolutamente nada, nada. É crime retirar ônibus de circulação, transporte público no dia de eleição, dificultar no dia da eleição.”

A prorrogação de duas horas só aconteceu após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, a qual Marques Nunes acatou por volta das 17h. Para Folena, o “mal foi feito”.

“Kássio Nunes sentou no assunto para deixar até a última hora. O que aconteceu? Entre quem não foi votar por causa do transporte, muito provavelmente só quem tem muita disposição irá votar agora, até as 19 horas. Porque quem não tinha, já desistiu de votar. O mal já foi feito. Ele já causou o mal na eleição.”

Editado por: Rafaella Coury

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