A campanha do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais, solicitando apuração de denúncias de redução na circulação de ônibus na cidade de São Paulo. As informações foram divulgadas pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.
Segundo a equipe jurídica da campanha de Lula, foram relatados problemas em diferentes regiões da cidade, o que pode prejudicar o deslocamento de eleitores aos locais de votação.
O ofício é assinado pelo advogado Michel Bertoni Soares, integrante da equipe jurídica da campanha. Ele informou ao tribunal que moradores de bairros das zonas Leste e Norte, afirmaram estar esperando pelo transporte coletivo há mais de uma hora nos pontos de ônibus.
O presidente Lula teve a maior proporção de votos na cidade justamente nas periferias da capital paulista. “Nós precisamos apurar se essas notícias de fato são verdadeiras. Estamos recebendo de diversas regiões de São Paulo notícias que estão circulando amplamente sobre redução de frota de transporte público, que é muito grave”, disse o advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador da campanha de Lula.
“Se isso for verdadeiro, é uma posição criminosa da Prefeitura de São Paulo. Tem que ser apurado com absoluto rigor”, completou.
Na quarta-feira, a deputada federal Sâmia Bomfim, a deputada estadual Mônica Seixas e a vereadora Luana Alves, todas do Psol, obtiveram decisão judicial para que a prefeitura fosse obrigada a garantir 100% da frota operacional neste domingo de eleição.
A Justiça paulista fixou multa individual de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, em caso de descumprimento injustificado. Os dois foram advertidos de que a desobediência à ordem pode configurar crime eleitoral, além de gerar responsabilização civil e administrativa.
Apesar disso, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans informaram, na sexta, que iriam manter a mesma frota utilizada no primeiro turno da eleição. “6,9 mil ônibus, 2 mil a mais do que o total utilizado em domingos normais, sem votação”.
Bahia
Em Salvador, o secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, também denunciou falta de ônibus circulando para atender a população no segundo turno das eleições presidenciais.
Valadares acusou o prefeito de Salvador, Bruno Reis, que declarou apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), de tentar atrapalhar a votação e aumentar a abstenção dos votos para prejudicar Lula.
“É escandalosa a escassez de transporte coletivo em Salvador na manhã de hoje. Estações e pontos de ônibus lotados. O povo soteropolitano sofrendo para exercer sua cidadania. Já notificamos o TRE Bahia para que medidas urgentes sejam tomadas junto à Prefeitura de Salvador. Bruno Reis, dia após dia, confirma não estar à altura do cargo para o qual foi eleito. Postura mesquinha, pequena, lamentável”, afirmou Valadares.
A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, notificou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia sob o caso.

