RETROCESSO POLÍTICO

Violência política de gênero é resultado da lógica bolsonarista, explica militante da Marcha Mundial das Mulheres

Ativista mencionou que violência é reação ao avanço do feminismo no Brasil e no mundo

Mulheres levantam cartazes em ato contra feminicídios em São Paulo
Mulheres levantam cartazes em ato contra feminicídios em São Paulo | Crédito: Nelson Almeida/AFP

Silenciamento, intimidação, agressão verbal e ameaças de morte. Essas têm sido algumas das situações de violência política pelas quais as mulheres têm passado no cenário nacional. Para Maria Fernanda, integrante da Marcha Mundial das Mulheres, esses casos foram intensificados pela lógica política do bolsonarismo.

“Tem um recrudescimento da violência contra as mulheres. É fruto dessa lógica bolsonarista que a gente enfrentou”, afirmou.

Maria Fernanda listou as principais causas dessa escalada violenta no país e mencionou casos recentes, como a ocorrência envolvendo a vereadora de Montes Claros (MG), Iara Pimentel. Ela ficou gravemente ferida após sofrer um ataque de bolsonaristas na noite deste sábado (24), quando participava de uma carreata em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A análise foi feita durante a edição especial do ConexãoBDF deste domingo (25), durante a cobertura do segundo turno das eleições presidenciais. Maria Fernanda também destacou a contradição de mulheres que ocupam cargos públicos enquanto defendem posições que restringem a autonomia feminina.

“O que elas estão dizendo, o que elas estão defendendo é mulheres fiquem em casa, sejam submissas, dependam dos salários dos seus maridos, exatamente no momento em que elas ocupam um cargo público, um cargo político”, declarou.

A militante mencionou que essa intensificação da violência é uma reação política ao feminismo. Ela também destacou conteúdos misóginos disseminados com mais facilidade pelas redes sociais e cobrou regulação das plataformas.

Editado por: Rafaella Coury

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