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Sem provas, Trump repete narrativa de Flávio Bolsonaro e diz que eleições no Brasil foram ‘fraudadas’

Presidente dos EUA não parabenizou Lula e chamou eleições no Brasil de 'muito corruptas'

Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro com Donald Trump
Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro com Donald Trump | Crédito: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (26), que as eleições no Brasil foram “fraudadas” e “muito corruptas”. As falas do estadunidense vieram sem a apresentação de provas ou indícios concretos que pudessem sustentá-las.

Essa foi a primeira reação pública de Trump após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o candidato de extrema direita Flávio Bolsonaro (PL), aliado do republicano.

“Na minha opinião, foi terrível”, disse Trump a jornalistas ao deixar Washington com destino a um comício de campanha para as eleições legislativas de meio de mandato. “Eu não tomei partido, mas, francamente, pareceu mais uma eleição fraudada… parecia tão corrupta, tão terrível”, declarou.

“Eu gosto do Lula”, completou Trump. “Me dou muito bem com ele. Só acho que a situação ficou com uma péssima aparência”, disse.

Lula foi eleito com 51,79% dos votos contra 48,21% de Flávio, uma diferença de mais de 4,4 milhões de votos. Ainda assim, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu não reconhecer os resultados e, até o momento, não admitiu a derrota para Lula.

A campanha de Flávio alega que a prorrogação do prazo para a votação até as 19h teria beneficiado de alguma maneira a candidatura de Lula. A própria coligação do PL, no entanto, também pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a extensão do horário até as 19h em cidades de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, alegando prejuízos causados por chuvas, alagamentos e falta de energia elétrica. Além disso, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reconheceu a vitória de Lula e, apesar de criticar a decisão, afirmou que a prorrogação não teve influência no resultado.

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin serviu para conter os efeitos da falta de transporte público em várias regiões, algumas delas como ato de sabotagem de prefeituras aliadas de Flávio Bolsonaro, como Salvador e São Paulo.

Durante a campanha, o agora ex-candidato defendeu um alinhamento automático com os EUA e prometia ingressar no Escudo das Américas. Além disso, Flávio e a família Bolsonaro foram articuladores do tarifaço imposto por Trump ao Brasil e pelas ameaças feitas ao sistema de pagamentos nacional Pix.

Editado por: Rafaella Coury

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