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Ataque dos EUA a embarcação no Pacífico deixa cinco mortos sob críticas de violação de direitos humanos

Comando Sul não revelou identidade das vítimas; ações militares na região já somam centenas de mortes

Lancha bombardeada por Donald Trump no oceano Pacífico.
Lancha bombardeada por Donald Trump no oceano Pacífico | Crédito: Reprodução

O Exército dos Estados Unidos confirmou um ataque contra uma embarcação no oceano Pacífico nesta terça-feira (27). Em uma publicação na rede X, o Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) afirma ter matado “cinco narcoterroristas”, sem acrescentar qualquer informação sobre a identidade dos falecidos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) já classificou ataques semelhantes e anteriores como “execuções extrajudiciais”. O órgão condenou o desrespeito às leis internacionais, ao devido processo legal e aos direitos humanos.

“Esses ataques — e seu crescente custo humano — são inaceitáveis. Os EUA devem interromper tais ataques e tomar todas as medidas necessárias para impedir a execução extrajudicial de pessoas a bordo dessas embarcações, independentemente da conduta criminosa alegada contra elas”, alertou o alto comissário para os Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, em outubro de 2026.

Parlamentares de países da América Latina também já condenaram as ações. Em setembro de 2026, um grupo de congressistas de 13 países enviou uma carta a Trump pedindo o fim das mortes. Até aquele momento, ao menos 235 pessoas haviam morrido, segundo levantamento da AFP.

O governo de Donald Trump realizou diversas operações análogas desde o ano passado, sobretudo na região do Caribe, sempre sem detalhes sobre a escolha dos alvos e as pessoas mortas. A justificativa apresentada é uma suposta guerra contra cartéis de drogas latino-americanos, que Trump passou a classificar como terroristas.

Editado por: Rafaella Coury

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