O Recife recebe, deste sábado (31) e segunda-feira (2 de novembro), a 11ª edição do Encontro Internacional Cores Femininas, que promove três dias de atividades culturais, intervenções de arte urbana e ações coletivas de enfrentamento à violência de gênero. Com o tema “nenhuma a menos”, a iniciativa realizada pela ONG Cores do Amanhã terá atividades na zona oeste da capital pernambucana. A programação conta com shows, feira criativa e apresentações culturais gratuitas, a partir das 18 horas, na sede da organização, no bairro do Sancho.
Um dos destaques do encontro é o mutirão de grafitti e muralismo no domingo (1º), no muro do Cemitério Parque das Flores e áreas próximas. As inscrições se encerram nesta quarta-feira (28). As interessadas devem solicitar participação gratuitamente através de formulário online. A proposta é reunir artistas, ativistas e agentes culturais para fortalecer redes de apoio e utilizar a arte como instrumento de expressão, ocupação dos espaços públicos e mobilização contra a violência de gênero no Brasil e na América Latina.
A edição deste ano já reúne participantes de 22 estados brasileiros e de três países latino-americanos (Argentina, Guatemala e Colômbia). A expectativa da organização é receber cerca de 350 inscrições, além do público que poderá acompanhar as atividades abertas.
Também no domingo (1º), mas a partir das 18 horas, o Espaço Cultural Cores do Amanhã recebe uma programação com música, apresentações culturais, feira criativa, desfile de moda e exposição de trabalhos realizados nas oficinas da ONG. A entrada é gratuita. A programação inclui uma ação artística na unidade feminina da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), no sábado (31); e uma vivência na praia de Itapuama, na segunda-feira (2), com caminhada ecológica e intervenções de grafitti. Essas duas atividades são exclusivas para as pessoas inscritas no encontro.
Para Jouse Barata, presidente e fundadora da ONG Cores do Amanhã, o encontro também representa uma oportunidade de construir relações de cuidado e solidariedade entre participantes de diferentes territórios. “O evento reúne voluntárias de várias partes do Brasil e algumas de fora do País que fortalecem a luta feminina, criando vínculos através da arte. São mulheres e pessoas trans se cuidando entre si”, explica.
Criado em 2009, o Encontro Cores Femininas surgiu com foco na participação de mulheres na cultura Hip Hop. Ao longo dos anos, a iniciativa ampliou sua atuação e passou a reunir artistas de diferentes linguagens, como rappers, poetas, DJs e muralistas, além de ativistas e outras mulheres envolvidas com a produção cultural.
Além das intervenções artísticas, a programação busca incentivar a troca de experiências e o fortalecimento de iniciativas coletivas. A ocupação dos espaços urbanos com trabalhos produzidos por mulheres e pessoas trans integra a proposta de dar visibilidade às suas expressões artísticas e às pautas de enfrentamento à violência de gênero.

