Neste sábado (31), o Estádio Durival Britto e Silva, a Vila Capanema, em Curitiba (PR) recebe a final de futebol da Taça das Favelas Paraná 2026. Cerca de 96 equipes de favelas de diferentes regiões do estado disputaram a 7ª edição do campeonato, entre times masculinos e femininos.
A última etapa de disputas pelas taças será entre favelas de Curitiba. No feminino, o Jardim Gabineto, da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), enfrenta o Vila Guaíra, do bairro Guaíra. Enquanto no masculino, o CIC será representado pelo Vila Sandra, que joga contra o Beco do Serrote, do bairro Tatuquara.
No sábado (24), os times classificados jogaram as semifinais. O Vila Sandra passou nos pênaltis contra o São Sebastião, campeão da última edição, enquanto o Beco do Serrote garantiu a vaga na final após vencer o Parolin. “Pode esperar que vamos chegar com o pé no chão. Com raça e humildade, iremos longe”, contou Anthony Sampaio, atleta do Vila Sandra.
As disputas nas semifinais femininas foram decididas com vitória da equipe Jardim Gabineto contra Ilha dos Valadares, e no confronto que classificou o Vila Guaíra após vencer também nos pênaltis o Icaraí. Para a goleira Jéssica Rodrigues, do Vila Guaíra, a classificação foi resultado de muito esforço: “Nossa expectativa sempre foi chegar à final. Tentamos dar o nosso máximo e, no dia 31, não será diferente.”
As periferias são a origem de grandes nomes do futebol
Segundo dados divulgados pelo Instituto de Pesquisas Data Favela, cerca de 17,2 milhões de brasileiros vivem em favelas. Com mais de 6 milhões de domicílios, essas áreas representam 8% dos lares brasileiros.
No Paraná, o ex-jogador da seleção Fernandinho foi criado no Conjunto Lindóia, em Londrina (PR). Além dele, o também aposentado Miranda vem da Associação de Moradores do Jardim São Jorge, em Paranavaí (PR).
Em 2026, a seleção brasileira de futebol masculino reuniu, entre seus 26 convocados para a Copa do Mundo, jogadores que foram criados em regiões periféricas. Entre esses, destacam-se nomes como Vinícius Jr, de São Gonçalo (RJ), na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e o goleiro Alisson, que cresceu no Loteamento Novo Mundo, em Novo Hamburgo (RS).
A Taça das Favelas existe desde 2018 no Paraná
O maior campeonato entre favelas no mundo inteiro surgiu em 2012, com a primeira edição realizada no Rio de Janeiro. Em 2018, o evento realizado pela Central Única das Favelas (Cufa) foi introduzido no Paraná pelo Instituto Athús, parceiro da Cufa.

Há 7 edições, o torneio de futebol reúne jovens moradores de favelas em todo o Paraná para promover a valorização dos territórios dos atletas. Em 2026, a competição reúne 96 equipes de Curitiba e Região Metropolitana, Francisco Beltrão (PR), Ponta Grossa (PR), Paranaguá (PR), Itaperuçu (PR), entre outros municípios do interior e do litoral.
A Taça das Favelas Paraná é uma realização do Instituto Athús, com fomento do Ministério do Esporte e do Governo Federal. A Cufa Paraná atua em mais de 310 favelas e está presente em mais de 100 cidades do estado, promovendo ações de esporte, cultura e desenvolvimento social.
Serviço
Final da Taça das Favelas Paraná 2026
Data: sábado (31)
Local: Estádio Durival Britto e Silva (Vila Capanema), Curitiba – PR
Abertura dos portões: 13h
Final feminina: 14h
Final masculina: 15h30
*Estagiário sob supervisão de Murilo Bernardon.


