A partir desta quinta-feira (29), a Rede Mandala abre a terceira entrega das Cestas da Economia Solidária, para Curitiba (PR) e Região Metropolitana. A iniciativa busca fortalecer a articulação entre produtores do campo e da cidade e ampliar as oportunidades de comercialização coletiva. Os pedidos estão abertos até 4 de novembro, com valor mínimo de R$ 50. Os pedidos podem ser feitos pelo catálogo da Rede Mandala no WhatsApp.
Nesta edição, há uma novidade: além da retirada nos pontos de distribuição, os consumidores podem receber as cestas em casa, mediante taxa de entrega de R$ 20. A proposta é fortalecer a rede de produtores e incentivar relações de consumo baseadas na cooperação e na solidariedade.
Ao compartilhar um canal de comercialização, os empreendimentos ampliam sua visibilidade, diversificam a oferta e criam novas possibilidades de geração de renda. A articulação também contribui para aproximar produtores e consumidores, estimulando escolhas de consumo que valorizam a produção local, a agricultura familiar, a agroecologia e o trabalho coletivo.
As cestas reúnem uma variedade de produtos, como verduras, frutas, feijões, farinhas, pães, bolos, conservas, sucos, ovos caipiras, artesanatos e produtos têxteis. Cada consumidor pode escolher os itens de acordo com suas necessidades, contribuindo para movimentar diferentes empreendimentos e fortalecer os vínculos entre quem produz e quem consome.

Economia solidária é sinônimo de diversidade e soberania
A diversidade de produtos é fruto de uma articulação entre diferentes empreendimentos e coletivos da economia solidária. Ao reunir alimentos agroecológicos, produtos de panificação e artesanato em um mesmo catálogo, a iniciativa amplia as possibilidades de comercialização e permite que os consumidores conheçam o trabalho desenvolvido por produtores do campo e da cidade.
As Cestas da Economia Solidária também abrem espaço para o diálogo sobre a contribuição das redes, dos empreendimentos e dos coletivos para a Soberania e a Segurança Alimentar e Nutricional (SSAN). Segundo a nutricionista e professora Maria Teresa Gomes de Oliveira Ribas, a iniciativa mostra o potencial da organização coletiva na promoção do direito à alimentação.
Na avaliação dela, a experiência fortalece um diálogo valioso sobre a potência das redes, dos empreendimentos e dos coletivos de economia solidária na promoção do Direito Humano à Alimentação Adequada. Essa articulação permite relacionar as formas coletivas de produção e comercialização ao debate sobre a soberania alimentar, valorizando iniciativas que aproximam produtores e consumidores e ampliam as alternativas de abastecimento.


