Assédio

Ataques a petistas, nordestinos e mineiros leva a afastamento de procuradora em Macaé (RJ)

Investigada em processo administrativo, ela também teve publicações com ameaças contra pessoas de esquerda resgatadas

Balanço do MPT aponta alta em relação a 2022 em casos de assédio eleitoral
Balanço do MPT aponta alta em relação a 2022 em casos de assédio eleitoral | Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A procuradora municipal de Macaé (RJ) Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro foi afastada por 30 dias enquanto é investigada em processo administrativo disciplinar. A medida foi tomada após a repercussão de publicações nas redes sociais com ataques a petistas, nordestinos e mineiros.

Em uma das postagens, Renata afirmou que não faria políticas públicas para petistas e aconselhou empresários a não contratar “artistas, pobres nordestinos e mineiros”. Ela também se apresentou como “autoridade pública municipal” e escreveu que seus filhos continuariam tendo “tudo de bom e do melhor”.

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O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral de Macaé. Com a repercussão, vieram à tona publicações antigas atribuídas à procuradora: em 2025, ela teria chamado pessoas de esquerda de “nazistas” e escrito que, se pudesse, “metralhava a todos”. Ao G1, Ribeiro alegou que as mensagens foram publicadas em perfis privados. O PT de Macaé afirmou que as declarações atingem a dignidade de pessoas que vivem e trabalham no município.

As declarações surgem em meio a outros casos de retaliação por posicionamento político no estado. No mesmo dia, a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) passou a responder a uma ação civil pública por incentivar retaliações contra funcionários que “fizeram o L”. Em decisão liminar, a Justiça do Trabalho determinou que ela removesse as publicações e a proibiu de promover atos que incentivem empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por suas convicções políticas.

Na decisão, o juiz do Trabalho Leonardo Saggese Fonseca destacou que uma parlamentar deve fomentar a democracia e aceitar diferentes opções políticas, sem usar discursos que possam gerar ódio, perseguição ou discriminação.

Com informações do G1.

Editado por: Juliana Passos

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