A evacuação dos moradores na cidade de Oleshky, em Kherson, como parte do acordo de trégua humanitária na região, teve início nesta sexta-feira (30), com participação de representantes da Rússia e da Ucrânia.
De acordo com a defensora pública russa, Yana Lantratova, que lidera a delegação russa, a população local está sendo deslocada tanto para o território da Rússia quanto para a Ucrânia.
“Estamos em Oleshky. Pessoas que querem ir para a Federação Russa estão se reunindo aqui, e há pessoas que querem ir para a Ucrânia. Todos terão essa oportunidade. As pessoas estão embarcando gradualmente em um ônibus”, disse Lantratova em seu canal no Telegram.
Durante o dia, os moradores locais começaram a receber alimentos, produtos de higiene, combustível para geradores e outros itens essenciais.
“Coletamos o que as pessoas pediram. Para aqueles que decidiram ficar, isso é especialmente importante. Esta é a casa deles. Eles precisam cuidar de seus entes queridos”, acrescentou Lantratova.
Já o representante ucraniano David Arakhamia, chefe da bancada do “Servo do Povo” na Verkhovna Rada (Parlamento Ucraniano), informou que a delegação ucraniana chegou em segurança a Oleshky e que a evacuação e a distribuição de ajuda humanitária começaram.
A Rússia e a Ucrânia chegaram a um acordo de cessar-fogo temporário na cidade de Oleshky, na região de Kherson, que oficialmente começou na última quinta-feira, 29 de outubro, para permitir a entrega de ajuda humanitária e a evacuação de civis. O acordo ocorre em meio ao agravamento da crise humanitária na cidade, em que moradores enfrentam dificuldades de acesso a alimentos, eletricidade e assistência médica.
O anúncio foi feito inicialmente pela Casa Branca, que atribuiu à primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, a mediação do acordo. A trégua prevê a suspensão temporária das operações militares na localidade e a criação de um corredor humanitário para permitir a evacuação segura da população.
A cidade de Oleshky foi ocupada pelas forças russas no início da guerra da Ucrânia, em 2022. No segundo semestre de 2026, a situação na região se tornou extremamente crítica. A população local teve problemas de fornecimento de alimentos, eletricidade, assistência médica adequada e sem condições de deixar a cidade em segurança.
