O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Hosseini Khamenei, ordenou às Forças Armadas do país que respondam de forma imediata e sem restrições geográficas a qualquer novo ataque militar promovido pelos Estados Unidos ou por Israel. A determinação foi transmitida durante reunião com a alta cúpula militar iraniana e divulgada neste sábado (31).
Na mensagem, o líder supremo instruiu os comandantes das Forças Armadas, entre eles o chefe do Estado-Maior, Ali Abdollahi, e o chefe do Exército, Amir Hatami, a atualizar o mapa de alvos do país.
“Se os inimigos retomarem os ataques militares ou terroristas, serão as Forças Armadas da República Islâmica e a nação iraniana que determinarão o tempo e as condições para encerrá-los”, declarou Khamenei, orientando o enquadramento de todos os bens materiais e imateriais das forças adversárias como potenciais alvos de retaliação.
Paralelamente às advertências militares, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou a tentativa da Casa Branca de abrir canais de diálogo por meio de uma carta enviada pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, como um “passo positivo”.
Conforme informou a agência Tasnim, uma delegação iraniana foi enviada a Doha para negociar por meio de mediadores do Catar, embora a imprensa local ressalte que não há previsão de encontros diretos entre diplomatas iranianos e estadunidenses neste momento.
Em manifestação publicada pela rede Al Jazeera, o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou que uma eventual nova investida sob pressão de Israel expandirá o conflito. “Se o presidente dos Estados Unidos embarcar mais uma vez em uma aventura regional, as chamas da guerra sem dúvida engolfarão uma área geográfica muito mais ampla”, disse.
O governo iraniano condiciona o avanço das tratativas à suspensão das restrições navais no Estreito de Ormuz.



