Nesta sábado (31)

Protestos contra custo de vida levam multidão às ruas na França e na Alemanha neste sábado (31)

Atos reuniram centenas de milhares em território francês no sábado; movimento jovem faz marchas em 34 cidades alemãs

Manifestantes marcham durante protestos em todo o país contra o aumento do custo de vida e a desigualdade, organizados pelo movimento dos Coletes Amarelos, sindicatos e estudantes do ensino médio e universitário, em Paris, em 31 de outubro de 2026
Manifestantes marcham durante protestos em todo o país contra o aumento do custo de vida e a desigualdade, organizados pelo movimento dos Coletes Amarelos, sindicatos e estudantes do ensino médio e universitário, em Paris, em 31 de outubro de 2026 | Crédito: Julien de Rosa/AFP

Uma nova jornada de mobilizações de massa contra a crise de moradia e o aumento do custo de vida tomou as ruas de países europeus como França e Alemanha neste sábado (31). O movimento, impulsionado por entidades estudantis, centrais sindicais e grupos de jovens, registrou marchas em dezenas de cidades europeias, marcando mais um final de semana de protestos no continente.

Na França, o Ministério do Interior informou que cerca de 320 mil pessoas participaram das manifestações em todo o país, sendo 70 mil na capital, Paris. Já as centrais sindicais e organizadores dos atos, como a Confederação Geral do Trabalho (CGT) e o sindicato docente SNES-FSU, estimam que a participação total aproximou-se de 500 mil manifestantes.

Na capital francesa, a caminhada ocorreu sob forte esquema de repressão, com a mobilização de 70 mil policiais, e o veto oficial ao uso de máscaras de Halloween para disfarçar o rosto.

Apesar do caráter majoritariamente pacífico das caminhadas, confrontos isolados foram registrados ao final da tarde na região da Porte de Bagnolet e na Place de la Nation, onde forças policiais lançaram gás lacrimogêneo para dispersar pequenos grupos de manifestantes.

Manifestação em Bordeaux, na França, no sábado (31/10)
Manifestação em Bordeaux, na França, no sábado (31) | Crédito: Christophe Archambault/AFP

As marchas francesas contaram com a presença de lideranças da esquerda, como o dirigente Jean-Luc Mélenchon, da França Insubmissa (LFI), e a eurodeputada Rima Hassan, que criticaram o arrocho salarial e o sucateamento dos serviços públicos.

As forças de segurança francesas detiveram mais de 290 pessoas em todo o país, segundo balanço do governo francês divulgado pela agência AFP. A ação policial ocorreu em meio ao forte patrulhamento e aos confrontos registrados no encerramento das marchas em cidades como Paris, Toulouse e Marselha, onde agentes dispararam gás lacrimogêneo contra manifestantes.

Na Alemanha, os protestos foram liderados pela organização juvenil Gen Z regelt (Gen Z assume o controle), que convocou atos em 34 cidades, incluindo Berlim, Frankfurt, Munique e Leipzig.

Os manifestantes protestaram contra a elevação dos aluguéis nas grandes metrópoles, os cortes no orçamento da educação e as propostas governamentais de restauração do serviço militar obrigatório.

Pessoas agitam uma bandeira antifascista durante uma manifestação organizada pelo grupo "GenZ regelt!"
Pessoas agitam uma bandeira antifascista durante uma manifestação organizada pelo grupo “GenZ regelt!” | Crédito: Kirill Kudryavtsev/AFP

A escalada das manifestações reflete um descontentamento social generalizado com a deterioração das condições de vida e a precarização dos serviços públicos na Europa Ocidental,.

Diante da continuidade da crise, entidades estudantis francesas preveem novos bloqueios em escolas e universidades no início da semana, enquanto as centrais sindicais já convocaram uma greve geral nacional na França para a próxima quinta-feira (5).

Editado por: Geisa Marques

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