O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que está preso nos Estados Unidos desde o sequestro em 3 de janeiro de 2026, enviou uma mensagem ao povo venezuelano, neste domingo (1º). O registro foi divulgado nas redes sociais do líder venezuelano e se refere à passagem do Dia de Todos os Santos, uma das datas cristãs mais importantes para o país.
No texto, Maduro afirma que o feriado é um momento oportuno “de reflexão e reafirmação da bondade e da santidade que o ser humano pode alcançar quando vive em harmonia com Deus e seu poder.”
Na mensagem, o líder venezuelano fez referência à Bajada de La Chinita, uma cerimônia religiosa e cultural que, tradicionalmente, ocorre todos os anos em Maracaibo, no estado de Zulia.
O ápice do ritual é o chamado descenso da relíquia, momento em que a imagem de Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá, popularmente chamada de La Chinita, é retirada da Basílica para ficar mais perto dos fiéis, nas ruas.
Maduro mencionou esse momento na mensagem publicada nas redes sociais e afirmou o carinho também demonstrado pela deputada Cilia Flores aos devotos de La Chinita. A primeira-dama também está presa nos EUA.
“Minha amada esposa Cilia e eu, cheios do Espírito de Deus, queremos estender nosso abraço ao povo devoto de La Chinita, que ontem, sábado, 31 de outubro, acompanhou a Descida da Virgem (de Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá, carinhosamente chamada de La Chinita) na Basílica de nossa amada Maracaibo.”
Nicolás Maduro encerrou a mensagem pedindo mais orações ao povo venezuelano e reafirmando a presença dele e de Cilia ao lado da população.
“Orem por nós e saibam que Cilia e eu estamos com vocês a cada passo do caminho. Abraços e bênçãos para todas as famílias na Venezuela e em outros lugares. Obrigada por tanto amor. Deus está conosco hoje, amanhã e sempre.”
Desde o ataque militar dos Estados Unidos, no dia três de janeiro, o presidente e sua esposa, Cilia Flores, estão sequestrados pelo governo estadunidense e detidos numa prisão federal em Nova York. Os dois são acusados pela Casa Branca de narcoterrorismo. Maduro se declara um prisioneiro de guerra e inocente de todas as acusações feitas pelos EUA.

