Feito inédito

Deb Haaland é eleita primeira mulher indígena a governar um estado dos EUA

Mãe solo e ex-dona de fábrica de molhos, candidata do Partido Democrata chega ao governo do Novo México

Deb Haaland foi eleita governadora no estado de Novo México
Deb Haaland foi eleita governadora no estado de Novo México | Crédito: Sam Wasson/Getty Images North America/Getty Images via AFP

O Novo México elegeu Deb Haaland governadora, a primeira mulher indígena a comandar um estado dos EUA, segundo projeções da Associated Press na noite desta terça-feira (3), na vitória generalizada do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato.

Do lado republicano, a disputa foi com Gregg Hull, 60 anos, empresário que já havia sido prefeito de Rio Rancho.

Haaland pertence à Laguna Pueblo, povo indígena do centro-oeste do Novo México reconhecido pelo governo dos EUA. Entre 2021 e 2025, chefiou o Departamento do Interior, o primeiro departamento do Gabinete comandado por uma indígena. Antes disso, em 2018, foi eleita para a Câmara como uma das duas primeiras mulheres indígenas do Congresso, ao lado de Sharice Davids, do Kansas.

A política veio tarde. Antes, Haaland viveu de catering e de um negócio próprio de molhos envasados, criando sozinha o filho. Formou-se em direito já na casa dos 30 anos. Entre 2015 e 2017, dirigiu o Partido Democrata do Novo México, a primeira mulher indígena à frente de uma legenda estadual no país.

Os indígenas são cerca de 12% da população do Novo México. Haaland será a 33ª governadora do estado, sucedendo Michelle Lujan Grisham, que deixa o cargo após dois mandatos.

A campanha da candidata eleita prometeu uma opção pública de saúde e medidas contra o custo de vida, além de mudanças na proteção à infância. Haaland também se comprometeu a barrar novos centros de dados de grande porte até que o Legislativo estadual aprove regras para o setor.

“Sei que os desafios são reais. Mas também sei que o povo do Novo México nunca recuou diante de uma disputa”, disse ela em pronunciamento após a vitória. “Vou ser governadora de todos, tenham votado em mim ou não”, ressaltou.

Neste ano, 358 candidaturas indígenas disputaram cargos municipais, estaduais e federais no país.

Editado por: Geisa Marques

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