SAÚDE

Em parceria com a ONU, ong pernambucana Gestos lança nesta quinta-feira (5) um relatório sobre discriminação contra as pessoas com HIV/Aids no Recife

A pesquisa foi realizada em sete cidades brasileiras, sendo 224 entrevistas na capital pernambucana

Sala de espera numa unidade básica de saúde do Recife.
Sala de espera numa unidade básica de saúde do Recife. | Crédito: Vanessa Alcântara/Prefeitura do Recife

Na tarde desta quinta-feira (5), a organização não governamental pernambucana Gestos divulga o “Índice de estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/aids no Recife”. A apresentação acontece no auditório do departamento de medicina da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), que fica no 1º andar do bloco J da instituição, na rua Nunes Machado, nº 42, bairro da Boa Vista, centro do Recife. Aberto ao público, o evento tem início às 14 horas e encerramento previsto para as 16 horas, com inscrições gratuitas através de formulário online.

A pesquisa foi realizada pela Gestos e pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) ao longo de 2025, com apoio do programa da Organização das Nações Unidas para resposta à aids (Unaids). O estudo busca traduzir a “experiência” de ser soropositivo na capital pernambucana, trazendo dados sobre acesso a serviços de saúde pelas pessoas com HIV/aids, o quadro de saúde mental dessas pessoas e os estigmas sentidos. A mesma pesquisa foi realizada em sete capitais brasileiras: Recife (224 entrevistados), Rio de Janeiro (273), São Paulo (249), Porto Alegre (166), Salvador (152), Brasília (111) e Manaus (100), somando 1.275 entrevistas.

A pesquisa nacional já foi divulgada pelo Consórcio Nacional de Pessoas que Vivem com HIV/aids. Alguns dados do Índice de Estigma nacional apontam que 52,9% relatam ter sofrido discriminação, com 38,8% afirmando ser alvo de fofocas e ataques discriminatórios por parte de familiares. Há relatos de profissionais de saúde que se negaram a atender o paciente soropositivo e de uma mulher cujo marido divulgou para a vizinhança, sem consentimento, que ela tinha HIV.

Editado por: Vinícius Sobreira

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