O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, ao comentar o resultado das eleições de midterms nos Estados Unidos nesta quarta-feira (4), declarou que espera que o presidente Donald Trump continue seus esforços para alcançar uma resolução pacífica no conflito ucraniano.
Ele também expressou esperança na continuidade das iniciativas humanitárias por parte da Casa Branca, afinal, o presidente estadunidense continua exercendo seus poderes após a derrota dos republicanos nas eleições legislativas de meio de mandato.
“O presidente Trump permanece no cargo. Esperamos sinceramente que ele continue seus esforços de pacificação. Há avanços. Muito em breve haverá outra rodada de negociações trilaterais. Esforços de pacificação bem-sucedidos, ações humanitárias da [primeira-dama dos EUA] Melania Trump. Esperamos que tudo isso continue”, observou o porta-voz do Kremlin.
Além disso, ao ser questionado se o Congresso impediria tais esforços do líder estadunidense, Peskov destacou que “isso é uma questão interna dos Estados Unidos”.
Derrota de Trump
O Partido Democrata conquistou o controle das duas Casas do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, as midterms, realizadas na terça-feira (3). O resultado, consolidado na madrugada desta quarta, é a derrota política mais dura sofrida por Donald Trump desde a volta à Casa Branca e deve travar a agenda do republicano nos dois anos que restam de governo.
Ao ser questionado sobre uma possível relação entre o calendário eleitoral dos EUA e as negociações trilaterais sobre a Ucrânia, Peskov descartou qualquer vínculo entre os dois acontecimentos. “Não, absolutamente não”, disse a jornalistas.
Anteriormente, o assessor presidencial russo, Yury Ushakov, mencionou planos para realizar negociações trilaterais com os ucranianos sob mediação dos EUA e enfatizou sua importância crucial para o desenvolvimento da situação na região. Peskov observou que os preparativos para as negociações não implicam uma suspensão das hostilidades e que a Rússia está conduzindo uma operação militar especial para impedir que Kiev realize ataques em seu território.

