As operações de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, somaram 1.391 ações no segundo semestre de 2026 (entre julho e outubro). No período, ações coordenadas pela Casa de Governo resultaram na retirada de circulação de dez aeronaves, sendo seis inutilizadas e quatro apreendidas, e na interdição de 15 pistas de pouso clandestinas dentro e no entorno do território indígena.
Segundo o balanço oficial das forças federais, a ofensiva causou um prejuízo estimado em R$ 67 milhões às redes do garimpo ilícito no período. Além das aeronaves e pistas, os agentes desmantelaram 67 acampamentos, 14 balsas e 15 embarcações fluviais. Durante as incursões, também foram apreendidos 92,8 quilos de mercúrio, 8,8 toneladas de cassiterita, 12 mil litros de óleo diesel e 5.050 litros de gasolina.
No acumulado de março de 2024 a outubro de 2026, a atuação integrada da Casa de Governo contabiliza 12.296 operações contra a extração ilegal de minérios. O conjunto de ações causou um dano financeiro estimado de R$ 815 milhões aos garimpeiros e resultou na inutilização ou apreensão de 66 aeronaves, destruição de 109 pistas clandestinas e desmobilização de 992 acampamentos. O monitoramento territorial registra uma redução mantida de 99% na atividade garimpeira no território.
Indicadores de saúde
A redução da presença do garimpo reflete-se na recuperação dos indicadores de saúde da população Yanomami. O Informe 10 da Missão Yanomami indica que o primeiro semestre de 2026 não registrou mortes por malária no território. No mesmo período, as mortes por desnutrição caíram 73,5% em comparação com o primeiro semestre de 2023, quando foi decretada a Emergência em Saúde Pública.
A mortalidade geral por todas as causas diminuiu 27,2%, caindo de 217 óbitos nos primeiros seis meses de 2023 para 158 no mesmo período de 2026. O relatório aponta ainda uma queda de 40,8% nos óbitos por infecções respiratórias agudas.
Na estrutura de assistência médica, o contingente de profissionais de saúde em atuação no território saltou de 690 em 2023 para 2.107 profissionais em 2026. Todos os 37 polos-base e as 40 Unidades Básicas de Saúde Indígena da região encontram-se em funcionamento regular.

