Economia

Governo define 27 minerais estratégicos para impulsionar a industrialização do Brasil

Integrada à Política Nacional de Minerais Críticos, classificação busca garantir recursos e reduzir dependência externa

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As terras raras são usadas na fabricação de diversos materiais tecnológicos | Crédito: Agência Brasil

O Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) sancionou nesta quinta-feira (5) a lista de minerais considerados críticos e estratégicos para o desenvolvimento do país. A lista reúne 27 componentes, divididos de acordo com o nível de prioridade (alta, média e baixa).

Segundo nota do Ministério da Casa Civil, os minerais listados, sobretudo os classificados como de prioridade alta, tornam-se cada vez mais importantes devido ao seu uso na fabricação de “celulares, baterias de veículos elétricos, painéis solares, processadores de computadores, turbinas, radares, foguetes e artefatos de defesa”.

Política de desenvolvimento

A lista integra a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro deste ano. Em conjunto, os mecanismos da PNMCE buscam ampliar investimentos e produzir uma nova industrialização do país.

A partir da classificação, serão estabelecidos critérios de acesso a instrumentos da PNMCE. Um exemplo é o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), que buscará atenuar riscos e ampliar investimentos, sobretudo aqueles feitos nas fases iniciais de negócios do setor. Haverá ainda financiamento e incentivos fiscais em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Empresas interessadas deverão obedecer a critérios socioambientais e de uso de mão de obra e produtos locais.

“Por muito tempo exportamos essa riqueza em estado bruto e importamos o produto pronto, com valor agregado lá fora. Queremos romper esse ciclo e definir uma estratégia para o desenvolvimento aqui”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Os minerais listados

Os ministérios que compõem o CIMCE foram responsáveis por indicar os minerais para a lista. Foram consultados instrumentos semelhantes de outros países, especialistas e outros órgãos do Conselho, como Instituto Brasileiro de Mineração, Conselho Nacional da Indústria, Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-Primas para Fertilizantes e Associação de Minerais Críticos.

Já a classificação das prioridades considerou os seguintes fatores: o risco geopolítico; a concentração geográfica da produção; o potencial de substituição; a posição brasileira na cadeia; e a dependência e vulnerabilidade do país.

Veja a lista aprovada:

  • Classe I – Prioridade Alta
  • Terras Raras
  • Grafita
  • Lítio
  • Níquel
  • Cobalto
  • Cobre
  • Manganês
  • Silício
  • Urânio
  • Classe II – Prioridade Média
  • Tungstênio
  • Cromo
  • Vanádio
  • Tântalo
  • Titânio
  • Fosfato
  • Potássio
  • Enxofre
  • Classe III – Prioridade Baixa
  • Nióbio
  • Estanho
  • Ferro
  • Zinco
  • Ouro
  • Magnésio
  • Molibdênio
  • Tório
  • Alumínio
  • Grupo da Platina
Editado por: Gia Matheus Almeida

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