Apesar de apontar para o apoio do PT à reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o senador Humberto Costa (PT-PE) disse que ainda é preciso fechar um acordo político com o senador.
“Devemos apoiar, mas isso precisa ser dentro de um acordo político. Queremos uma posição mais clara, de entendimento com o governo. Nós não queremos que as relatorias, por exemplo, fiquem concentradas nas mãos de uns poucos que, na maioria das vezes, se colocam contra o próprio governo. Nós precisamos construir uma agenda em cima de questões que são fundamentais para o governo, que possam ser encaminhadas pelo presidente do Senado”, disse Costa ao Conexão BdF 2º Edição, da Rádio Brasil de Fato.
Para Costa, Alcolumbre poderá ser também importante para “barrar algumas questões que são absolutamente inaceitáveis do ponto de vista de pautas da extrema direita”.
O senador considerou o resultado da última legislatura bastante positivo para o governo. “Foi uma grande proeza, porque nós não temos maioria no Congresso Nacional, nem na Câmara, nem no Senado, mas a capacidade de articulação do presidente Lula, a capacidade de articulação do governo, dos integrantes do partido no Congresso Nacional permitiu que os acordos viessem a ser feitos e pontos extremamente importantes para o Brasil terem sido aprovados”, disse, apontando para pautas como reforma tributária, isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000, o arcabouço fiscal do governo e o fim da escala 6×1.
Nesse sentido, o senador acredita também que é possível que haja alguns acordos com os bolsonaristas para aprovação de pautas. “Apesar de a bancada bolsonarista ser grande, não é absolutamente homogênea. Então, diante de certos temas, certos interesses, é possível construir alguns acordos políticos”, avalia.
Em relação à Medida Provisória (MP) das bets, que baniu os jogos eletrônicos de azar do país, Costa disse que vai trabalhar para que a vire lei rapidamente e criticou a decisão da Justiça Federal de São Paulo, que liberou três empresas, classificando-a como “inconstitucional”.
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