DESCENTRALIZA

Circo do Sufoco comemora 15 anos com espetáculos e oficinas em espaços públicos de BH

Programação celebra o circo como espaço vivo de memória e resistência

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Apresentação de Sufoco | Crédito: Lorena Zschaber

O Circo do Sufoco, projeto do artista circense Rafael Mourão, celebra 15 anos com uma programação de apresentações, oficinas e palestras que ocorrem de forma descentralizada no mês de novembro na capital mineira. 

O projeto reúne a circulação dos espetáculos Sufoco e Corações Trapezistas, além da realização de duas oficinas – perna de pau e bambolê; e de três palestras online: maquiagem artística, figurino e gestão cultural. As atividades são todas gratuitas. 

O espetáculo Sufoco abre a programação no dia 7 de novembro, sábado, às 15h, na Praça Cândido Portinari, no bairro Tupi. No domingo, dia 8, às 15h, a montagem ocupa o Parque Burle Marx, no Barreiro. O Parque Municipal Américo Renné Giannetti recebe a peça no dia 15, domingo, às 10h30. Já o espetáculo Corações Trapezista terá duas apresentações: no dia 11, quarta, às 15h, no Centro Cultural Venda Nova, e no dia 12, quinta, também às 15h, no Centro Cultural Vila Fátima, no Aglomerado da Serra. 

“A proposta da programação é ampliar o alcance territorial do projeto. Dessa forma, as ações ocupam Belo Horizonte de forma descentralizada, com prioridade para espaços que se encontram em áreas historicamente menos favorecidas pelos mecanismos de incentivo às artes”, explica Rafael Mourão.

Programação inclui oficinas de perna de pau e bambolê 

Em Sufoco, o público acompanha as tentativas de um palhaço para realizar todas as atrações de um grande circo. O problema é que há apenas uma pessoa no elenco: ele mesmo.  Já em Corações Trapezistas, o circo aparece como memória, herança familiar e território de resistência. A história acompanha um avô e seu neto, dois palhaços de gerações diferentes que percorrem o país levando a arte circense de cidade em cidade.

A montagem é uma homenagem aos circos tradicionais e, especialmente, às mulheres circenses, fundamentais para a manutenção dessas companhias ao longo das gerações. O espetáculo tem direção de Chico Pelúcio, do Grupo Galpão. “Corações Trapezistas é uma homenagem e um resgate da cultura dos circos tradicionais, que atualmente lutam para sobreviver no Brasil”, define Rafael.

Resistência

A trajetória do Circo do Sufoco acompanha justamente esse movimento de resistência. “Trabalhar com circo hoje em dia é entender onde é possível e necessário o circo. Vemos que a estrutura de grandes picadeiros se tornou mais difícil, mas o desejo de assistir ao circo continua na cabeça das pessoas”, afirma Rafael. 

É nesse contexto que a rua, as praças, os teatros, os centros culturais e outros espaços passam a funcionar como novos picadeiros. “Fazer um espetáculo que seja possível levar para diferentes espaços se torna algo que aproxima o circo das pessoas novamente”, diz.

Oficinas e palestras

A agenda inclui também duas oficinas e três palestras on-line. A Oficina de Perna de Pau, com Fernanda Flores, acontecerá no dia 6 de novembro, às 18h, no Centro Cultural São Geraldo. Já a Oficina de Bambolê, com o grupo Bamboliricas, será realizada no dia 14, às 14h, no Centro Cultural Pampulha. As oficinas são gratuitas, sem a necessidade de inscrição prévia, e são abertas a crianças, jovens e adultos. 

Encerrando a programação formativa, serão oferecidas três palestras online: Maquiagem artística, com Paula Alencar; Figurino, com Luiz Dias; e Gestão cultural, com Chico Pelúcio.  As palestras são gratuitas e acontecem no YouTube do Circo do Sufoco. As inscrições são feitas no formulário disponível no Instagram @circodosufoco. 

Editado por: Elis Almeida

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