EDITORIAL

Vitória do povo, por direitos e políticas sociais

Lula, esse nordestino e operário que entende o Brasil como ele só, encarnou o que Hegel chamou de 'espírito do tempo'

A Maré vota 13. Cortejo pela Democracia na Favela da Maré.
A Maré vota 13. Cortejo pela Democracia na Favela da Maré. Rio, 17/10/2026 Foto Elisân gela Leite

Há um velho ditado que diz que Deus é brasileiro. Talvez falte afirmar algo: é brasileiro e zela pelos mais pobres. A virada histórica que observamos no segundo turno das eleições no Brasil, com a vitória acachapante de Lula sobre o seu adversário nessas eleições, o fujão e enrolado na justiça Flávio Bolsonaro, é prova disso. Lembramos do ditado pois quis o destino fazer com que a campanha do vencedor, Luiz Inácio Lula da Silva, perdesse para Flávio no primeiro turno, e só a partir daí, descesse do “salto” e se reencontrasse com o povo de forma triunfal.

Entre os dias 04 de outubro, em que votamos no primeiro turno, e o dia 25, em que Lula sagrou-se o presidente eleito pela quarta vez, se passaram longos 21 dias. E o povo brasileiro acordou, despertou no meio de uma das eleições mais despolitizadas de todos os tempos, cuja pauta era marcada por afirmações vazias de combate ao judiciário e a corrupção por Flávio Bolsonaro, esse investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. No segundo turno, despertamos com estudantes saindo às ruas pela manutenção das universidades, institutos federais, pela afirmação da ciência contra o negacionismo, e o que assistimos foi uma explosão de espontaneidade e politização do povo indo as ruas fazendo o L pela manutenção de direitos e por mais políticas sociais.

Luiz Inácio, esse nordestino e operário que entende o Brasil como ele só, encarnou o que Hegel chamou de “espírito do tempo”: materializou em si o projeto, as aspirações, a vontade do povo. No Brasil, e também no mundo, ao assegurar a democracia brasileira derrotando Flávio Bolsonaro e toda escumalha que o apoiava, Donald Trump, Javier Milei, Benjamim Netanyahu, a Meta (proprietária das redes sociais Facebook, Instagram, Whatsapp), além de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que nitidamente tentavam sabotar sua campanha. O povo nas ruas, o exército do Janones nas redes, e Lula mais uma vez, subirão a rampa do Palácio do Planalto. Será o último governo Lula, e estaremos juntos, na luta, para que seja o melhor e maior de todos eles, por direitos, por políticas sociais, por inclusão, por diversidade, para assim quem sabe, finalmente derrotarmos o projeto neoliberal em nosso país.

Editado por: Vivian Virissimo

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