Em sua primeira viagem à América Latina, o papa Leão 14 pediu, neste domingo (8), que os homens tratem suas esposas “com respeito”. “Um filho aprende muito ao ver que o seu pai é capaz de se ajoelhar diante de Deus sem se sentir menos homem por causa disso”, disse o chefe da Igreja Católica durante missa ao ar livre em Florida, cidade a cerca de 100 km de Montevidéu, no Uruguai.
Na América Latina, 11 mulheres, em média, são vítimas de feminicídio a cada dia, segundo levantamento da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). “Queridos pais e avós, os jovens precisam de vos ver a rezar, a procurar os Sacramentos, a tratar as vossas esposas com respeito, a pedir perdão e a viver com honra, mesmo quando isso requer sacrifícios”, declarou o papa.
Milhares de fiéis lotaram a principal praça da cidade para a missa de encerramento da visita papal ao Uruguai. “Papa Leão, nós te amamos muito!”, gritava em coro a multidão de cerca de 50 mil pessoas, segundo autoridades locais citadas pelo Vaticano.
O pontífice desembarcou no país na sexta-feira (6), em Montevidéu, onde foi recebido pelo presidente Yamandú Orsi e discursou na Praça da Independência. A viagem inclui ainda Argentina e Peru, país onde o papa viveu por quase 20 anos. Na tarde deste domingo (8), Leão 14 começa a jornada na Argentina, onde ficará até quarta-feira (11).
Solidariedade à Polônia
Também neste domingo, o Papa Leão 14 expressou “proximidade espiritual” às vítimas do tiroteio na Polônia e aos seus familiares afetados pela “tragédia”, em carta dirigida ao arcebispo de Cracóvia.
O pontífice disse estar “profundamente entristecido com as notícias dos mortos e feridos em consequência do tiroteio em Cracóvia”, acrescentando que “se une a todos os que vivem estes dias de luto”.
*Com informações de AFP e Vatican News

