Na madrugada deste domingo (8), três embarcações foram atingidas no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo governo iraniano há nove meses, desde o início do conflito com os Estados Unidos. De acordo com a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), tratavam-se de navios petroleiros que “violaram repetidamente os regulamentos e desligaram seus sistemas de navegação e posicionamento numa tentativa de passar por rotas proibidas na via navegável estratégica”.
Ainda segundo a Marinha, que emitiu um comunicado oficial no Telegram, as embarcações atingiram minas posicionadas em rotas marítimas não autorizadas e teriam sido advertidas anteriormente. “As normas iranianas para o Estreito de Ormuz foram repetidamente comunicadas a todas as embarcações, e o descumprimento dessas normas… não terá outro destino”, diz a nota.
Conflito afeta vias terrestres
No sábado (7), o Comando Central dos EUA (CentCom) anunciou uma força-tarefa para tentar restringir o transporte terrestre por Teerã, no local conhecido como o “Portão de Ferro”, que, segundo as forças estadunidenses, são rotas de envio de armas e materiais ilícitos. A operação tem 20 integrantes, entre civis e militares, e foi batizada de Task Force Iron Gate (Força Tarefa Portões de Ferro).
O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Hossein Mohebi, rechaçou a tentativa de bloqueio terrestre e afirmou que o país se prepara para responder. “Os Estados Unidos jamais conseguirão o tipo de bloqueio econômico que almejam, seja qual for a versão adotada. Naturalmente, em uma guerra, eles podem atingir um de nossos navios. Mas nós revidaremos com mais força”, disse.
*Com informações de Al Jazeera e Tasnim

