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40 anos sem Martin Luther King


Clique aqui para ouvir(1’35’’ / 374 Kb) - No dia quatro de abril de 1968, o mundo perdeu um dos mais célebres lutadores contra a desigualdade étnica e racial. Nascido no centro do capitalismo mundial, o estadunidense e pastor batista Martin Luther King foi o porta-voz de milhões de negros, denunciando que a liberdade e a riqueza propagandeada pela potência econômica só chegava para os brancos. Nesta sexta-feira (4), completaram-se 40 anos de sua morte.

Luther King destacou-se a partir de 1955, como defensor de Rosa Parks, uma negra que foi presa por se recusar a ceder seu lugar em um ônibus para uma mulher branca. Em 1964, com 39 anos, tornou-se o mais jovem vencedor do Prêmio Nobel da Paz.

Mártir na luta pelos direitos civis, Luther King se caracterizou pela forma pacífica de fazer luta política e por ser um grande orador. Um de seus discursos mais famosos, intitulado de “Eu tenho um sonho”, aconteceram em Washington em 1963. Nele, King denunciava que 100 anos após o fim da escravidão nos Estados Unidos, os negros continuavam “a viver numa ilha isolada de pobreza, no meio de um vasto oceano de prosperidade material”.

Porém, a esperança na superação da sociedade desigual sempre esteve presente. Neste mesmo discurso, King afirmou que em seu sonho seus “quatro pequenos filhos viverão numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu caráter”.

King foi assassinado com um tiro, quando saiu à varanda de um motel na cidade de Memphis, sul dos Estados Unidos.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vinicius Mansur.

04/04/08


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