Casteladas, a coluna de aforismos e pensamentos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço. A frase curta – ou o fragmento – de alegria instantânea, a serviço do humor.
O poder não sobe à cabeça. A cabeça é que desce ao nível do poder.
Imaginei Flávio no Planalto e me senti seguro como um peru vendo que o calendário chegou em dezembro.
Quando proibirem pensar, metade do país nem vai notar a diferença.
O golpe, quando fracassa, vira nostalgia. Quando se repete, vira nova Constituição.
Paraná. Aí é que moro o perigo.
Não peço mais ao Brasil um futuro glorioso. Já ficaria satisfeito com um passado que parasse de voltar.
A democracia no Brasil é muito apreciada até começar a atrapalhar os negócios.
Paz política é quando todos no churrasco continuam discordando, mas alguém traz a sobremesa.
01, 02, 03, 04. Feitas as contas, uma família de zeros à esquerda
Ah, a falta que Olavo de Carvalho não faz.
No estado de exceção, tudo continua dentro da lei. Só a lei é que fica do lado de fora.
Toda potência acha o próprio quintal apertado e o do vizinho subutilizado.
Olhando para o mundo de hoje, concluímos: Orwell exagerou pouco.
A política de Bolsonaro funciona como franquia de família: o filho assume a loja, mantém o propósito e só troca o letreiro da fachada.
A família ainda não virou empresa porque ninguém descobriu quem é o RH.
Governo de esquerda não existe, o que existe são momentos em que o mercado se distrai.
*Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil de Fato.


