Casteladas, a coluna de aforismos e pensamentos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço. A frase curta – ou o fragmento – de alegria instantânea, a serviço do humor.
“Penso, logo existo”, disse Descartes. Trump preferiu: “Penso, logo não estou existindo.”
A História se repete porque a primeira vez já deu votos.
Não há poesia depois de Trump.
Eu acreditava conhecer meus amigos. Conhecia apenas os assuntos que evitávamos à mesa.
Não gosto da ideia de vida após a morte. Já tenho dificuldades suficientes com a vida antes dela.
Para o padre Kelmon, todos são iguais perante Deus. Depois, Deus pergunta em quem votaram.
Eu aceito a política. Mas não sei se ela aceita minha honestidade.
Ditadura é a democracia depois de passar pelo jurídico.
Muitos acreditam que Trump é um enviado de Deus. Faz sentido: da última vez que Ele mandou alguma coisa, foi o dilúvio.
Liderar do exterior é fácil: difícil é o líder voltar ao seu país para ver se alguém seguiu.
A direita procurava um mito e encontrou um passageiro.
A coragem de Flávio Bolsonaro cabe na bagagem de mão.
Por trás de todo autoritário, há sempre um fedelho que não sabe amarrar os sapatos.
Quando a polarização perde o nexo, o absurdo vira cômico e não se julga mais a proposta: consome-se o delírio.
A estupidez nunca anda sozinha. Sempre leva uma certeza junto.
*Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil de Fato.


