O resultado do primeiro turno das eleições acendeu um alerta geral para o Brasil. O fascismo está escancarado nas redes e nas ruas e para derrotá-lo não é preciso apenas uma estratégia de marketing. A lição foi rapidamente assimilada e o elemento que faltava para a campanha de Lula entrou em campo no segundo turno: o povo.
Mais de 8 milhões de pessoas se somaram em um exército que tem conseguido alcance surpreendente nas redes, escancarando os crimes de Flávio Bolsonaro que a imprensa comercial teimava em não noticiar. Os grupos para ações nas ruas se multiplicaram, com estratégias criativas para produzir materiais e dialogar com indecisos. Das pequenas cidades às metrópoles, as ruas se encheram de pessoas que tomaram para si o protagonismo das eleições.
Esta campanha não é mais de Lula. É das primeiras pessoas da família que puderam fazer faculdade; de quem vai ter um dia a mais para descansar na semana; de quem conseguiu ter acesso à energia elétrica e ao gás de cozinha; de todas e todos que tiveram acesso a médicos e à saúde bucal pela primeira vez. Todos os que consideram importante um projeto de dignidade, democracia e soberania cabem neste time.
O que está em jogo é o Brasil
No caso de Flávio Bolsonaro, se eleger presidente é uma forma de salvar o próprio pescoço e da sua família pelos tantos crimes de que são acusados: lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção são apenas alguns exemplos. Ele também precisa cumprir seus compromissos com Donald Trump – entregar o Brasil para os Estados Unidos – e com os banqueiros da Faria Lima – acabar com os programas sociais e com o investimento em políticas públicas.
Enfrentando o andar de cima
Com o histórico de Flávio, a escolha dos eleitores não deveria ser difícil. Milicianos, assassinos de crianças, políticos ligados ao tráfico e matadores de aluguel fazem parte do círculo de amizades e protegidos. Vorcaro, o banqueiro que roubou o dinheiro dos fundos de previdência de milhares de servidores públicos, é amigo e financiador. Willer Tomaz, acusado de roubar aposentados no esquema do INSS, é apontado como seu sócio.
No entanto, a disputa não acontece sob condições igualitárias. A rede de mentiras do bolsonarismo conta com o apoio dos Estados Unidos, da Meta e de ministros do STF e do TSE que, eles mesmos envolvidos em tantos escândalos, tentam a todo custo salvar também a própria pele.
Virar esse jogo com certeza é uma grande tarefa e o povo brasileiro está à altura dela. As últimas pesquisas mostram que o esforço coletivo deu resultados e apontam empate técnico.
Agora é lutar ainda mais. São os últimos minutos suados em que cada conversa conta. Cada passo dado é precioso para ajudar as pessoas a compreender que a vida pode piorar muito dependendo de quem vença e que o futuro pode ser de justiça, decência e mais direitos. O que está em jogo é o Brasil.
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