Dois projetos de país se enfrentaram no segundo turno, duas visões de mundo e de papel do Estado e das políticas públicas.
De um lado, sustentando a candidatura da extrema direita, estavam os mais ricos, os especuladores da Faria Lima, os meios de comunicação empresariais, o agronegócio, as big techs, os EUA, além de uma parcela da classe média e da classe trabalhadora capturada por tais discursos.
De outro lado, apoiando a candidatura Lula, estava a imensa maioria da classe trabalhadora, os mais pobres, a esquerda, a direita não extremista, os defensores do meio ambiente, e pessoas de todo o mundo torcendo pela sobrevivência da democracia no Brasil.
Eles virão quente, mas nós estamos fervendo
De um lado, a defesa da democracia e do desenvolvimento; de outro, o autoritarismo e a barbárie. Saiu vitorioso o projeto que defende mais mudança, mais transformação e a democratização do Brasil. Saiu derrotado o discurso de ódio, a intolerância, a violência política e o uso da mentira sistemática como método de luta política. Saíram derrotados os negacionistas da ciência e do aquecimento global.
O povo brasileiro é o grande vitorioso. Especialmente os jovens, as mulheres, os idosos, negras e negros, LGBTs e a classe trabalhadora no seu conjunto. Todos tiveram papel decisivo para a vitória, transformando rejeição em aprovação. Virando votos brancos, nulos e abstenções em votos para Lula.
A vitória é também da América Latina e do mundo, que respirou aliviado. A vitória é de todos aqueles que se preocupam com a grave crise ambiental, contra a destruição da Amazônia e demais biomas.
A disputa continua e se acirra
Passadas as eleições, a luta continua, mais forte e mais acirrada. Os que perderam buscam impor seu programa a todo custo. Exigem ajuste fiscal, corte nos gastos sociais, o fim do aumento real do salário mínimo, a desvinculação da aposentadoria e do BPC do salário, etc. Buscam garantir, no grito, na promessa de criar caos e instabilidade, que o projeto derrotado seja implementado.
O fiel da balança será, novamente, o povo. A implementação do programa vitorioso, a realização de reformas estruturais e a conquista de direitos dependerá de organização, mobilização e luta. Por sorte, esse é o principal legado do segundo turno: um povo mais consciente e organizado, e mais disposto a ir à luta.
Eles virão quente, mas nós estamos fervendo.
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