Dois projetos políticos distintos estão em disputa no Brasil. De um lado, a possibilidade de continuar e aprofundar as lutas pelos direitos da classe trabalhadora, pela promoção dos Direitos Humanos, pela defesa da dignidade humana. De outro, o projeto de usurpação do Estado e do poder político para concentrar cada vez mais as riquezas nas mãos de poucos. De um lado, um projeto político de valorização das universidades públicas e do desenvolvimento da pesquisa; de outro, o negacionismo científico. De um lado, a defesa da soberania do país; de outro, o viralatismo e a submissão aos interesses do capital internacional.
Estão sob ameaças conquistas históricas como o Sistema Único de Saúde, o piso constitucional para o financiamento da educação, os direitos das pessoas com deficiência, da população LGBTQIAPN+, negras e negros, povos originários, mulheres. Estão sob ameaça às políticas sociais que buscam garantir melhores condições de vida às pessoas que ainda vivem em condições de absoluta pobreza, as ações afirmativas que buscam enfrentar o grande abismo da desigualdade social deste país.
Estão sob ameaça a vida de milhões de pessoas, principalmente aquelas em situação de vulnerabilidade social, pessoas idosas, dependentes do SUS, das farmácias populares, dos benefícios de prestação continuada corre risco neste momento.
Neste cenário, a Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos (ReBEDH), como uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, suprapartidária e supra religiosa, de articulação e cooperação entre pessoas, grupos, movimentos sociais, entidades e instituições da sociedade civil que atuam na Educação em Direitos Humanos (EDH), não pode se calar. O silêncio é cúmplice do desmantelamento da seguridade social e da educação, do feminicídio e do genocídio da população negra e periférica, da entrega das riquezas naturais brasileiras ao capital internacional e da destruição do meio ambiente.
A Seção Minas Gerais da ReBEDH se posiciona a favor da vida, do respeito à diversidade, da promoção dos Direitos Humanos. É preciso que o voto de cada uma e cada um de nós, no dia 25 de outubro, seja um compromisso com a verdade, com a memória e com a justiça. Um compromisso com o futuro de nossas crianças e de toda a humanidade.
José Heleno Ferreira é doutor em Educação (PUC MG) e integra a coordenação da Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos – Seção Minas Gerais. Email: [email protected]
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Leia outros artigos sobre direitos humanos na coluna Educação em Direitos Humanos em Pauta no Brasil de Fato.
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Este é um artigo de opinião, a visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal.


