Mc Leonardo

Precursor e defensor do funk como cultura brasileira. Escreve sobre a realidade social do Rio de Janeiro.

Choro de mães na TV

No audio source provided.

Tem gente que não entendeu que quem luta tem que ser igual ao sol

Quem acompanha o cotidiano das mães que perderam seus filhos de forma violenta e resolveram lutar sabe que, além da dor que elas carregam, também levam uma bandeira que há anos vem sendo banalizada: a vida.

Tal banalização é impulsionada pelo governo que escolheu enfrentar a violência com mais violência, fazendo pobre caçar e matar pobre.

Essa lógica foi comprada pelos veículos de comunicação, que na maioria das vezes reportam somente as notas enviadas pela Secretaria de Segurança Pública, que dá a versão dela sobre os fatos ocorridos no momento dessas mortes.

A imensa maioria das mães, que tiveram os filhos assassinados, com o passar do tempo se conforma com a dor que irão ter que carregar até o ultimo dia de suas vidas. Fato totalmente compreensível, já que a sociedade banalizou a sua dor. Mas existem as mães que não se conformaram em ter que carregar tanta dor e vivem expondo seus sentimentos e revolta por ter perdidos seus filhos de forma tão covarde.

Na semana passada, algumas dessas mães participaram do programa Criança Esperança, na Rede Globo, e puderam dividir ainda mais suas lágrimas com todo o Brasil. Muita gente se emocionou com o depoimento delas no programa, mas tem gente que ainda não entendeu que quem luta tem que ser igual ao sol: deu brecha, ele entra.

Quem criticou a ida das mães ao programa esquece que canal de TV é concessão pública, portanto tudo o que é de interesse público tem que ser levado em conta. Parabéns às mães que colocaram suas causas acima de qualquer coisa.

Editado por: Redação

|

Newsletter