Passadas as eleições em primeiro turno, conhecidos os resultados, o que acontecerá no segundo turno da eleição para presidente? E, principalmente, o que será do Brasil?
O quadro político e eleitoral é muito incerto na semana depois do primeiro turno. Mas a vitória de Lula é plenamente possível. Num primeiro momento, inclusive os militantes, estão tentando entender o que aconteceu e o que explica os resultados. O que não está sendo fácil.
Um elemento fundamental é o contexto internacional. Há uma crise civilizatória, há a crise climática, há as guerras. E há também, cada dia aparecem mais sinais e evidências, a influência do Império do Norte na eleição brasileira. Sem falar no poder das redes sociais e da IA, Inteligência Artificial, que ainda não se sabe em detalhes como influiu na eleição e nos seus resultados.
Ou seja, há muitos fatores externos a serem considerados, entendidos e neutralizados no segundo turno, em apenas duas semanas, o que não será nada fácil.
E há, claro, os fatores internos, que vão desde as dificuldades enfrentadas pela campanha eleitoral, a polarização que se construiu nas últimas décadas, especialmente a partir do impeachment da Presidenta Dilma, o crescimento da ultradireita neofascista, as dificuldades enfrentadas pelo terceiro governo Lula, especialmente em função da destruição, pelo governo bolsonarista, de todas as políticas e programas com participação social, etc., etc.
Ou seja, a crise internacional misturada à crise brasileira instalada nos anos recentes. Tudo isso e muito mais teve que ser enfrentado na eleição/2026. Sem deixar de lembrar nunca que a democracia brasileira, ao longo da história, nunca esteve consolidada por muito tempo. Sempre que o povo brasileiro conseguiu ter vez e voz, o que aconteceu nos anos 2000, a direita acabou com o os bons ventos da soberania e o sonho de uma democracia consolidada.
É o que está em jogo no segundo turno das eleições presidenciais. É possível a vitória da Lula? Arrisco dizer: é possível, mas não será nada fácil.
A mobilização é um dos fatores determinantes. É preciso conversar com as pessoas, convencer os milhões que não foram votar ou que anularam seu voto. Dificilmente os votos já dados no primeiro turno para um ou outro candidato mudarão, a não ser que aconteça algum fato extraordinário, alguma denúncia estrondosa.
Mas há muito jogo pela frente. Nada está decidido. Quem é do futebol sabe bem. Quantas vezes um jogo, até mesmo campeonatos, é decidido na prorrogação ou nos últimos segundos. O importante é ir para o ataque, não recuar nunca. Há muito jogo pela frente, com emoção, com garra e, principalmente, com a mais ampla unidade. Cada voto de cada eleitor é mais do que importante, e precisa ser ganho e garantido. Ainda dá para ganhar no segundo turno.
O futuro do Brasil, das brasileiras e dos brasileiros, a democracia e a soberania estarão em jogo dia 25 de outubro, daqui a duas semanas. Sem tempo a perder, portanto. Na boa luta, com fé e coragem, ESPERANÇAR. Como dizia Paulo Freire, não é esperar para ver o que vai acontecer. É fazer acontecer.
**Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil do Fato.


