O Brasil não decepcionou nem ao Brasil e nem ao mundo. Aqui seguimos resistindo aos avanços do neofascismo.
A construção de uma nação soberana, democrática, justa e sustentável ambientalmente continua, apesar de todos os ataques, entraves e limitações. A luta continua!
É uma vitória histórica. Vários são os motivos. Pela primeira vez o vencedor do primeiro turno das eleições presidenciais é derrotado no segundo turno. Os petistas e seus simpatizantes, militantes de outros partidos, bem como pessoas comprometidas com a esquerda e com o centro e as causas sociais, e mesmo pessoas que se identificam à direita e que sabem do valor e da importância da democracia, enfim a maioria do povo brasileiro, tratou de impedir mais um retrocesso histórico e realizou esta virada histórica. A própria Igreja Católica, estupidamente agredida por Bolsonaro, pela maioria de seus Bispos, veio a público clamar pelo direito à democracia, à soberania e aos direitos sociais.
A caminhada da vitória também é relevante por estes aspectos: (I) os militantes das causas democráticas e dos direitos sociais foram acudidos, mais uma vez relembrados que a manutenção e os avanços da democracia e da soberania requerem uma luta constante; não podemos facilitar: (ii) já os ”pobres de direita” tiveram suas convicções (ou falta de) expostas e questionadas. Certamente poucos mudaram de voto, mas estão desafiados a repensar sua situação.
A declaração do candidato derrotado Bolsonaro, não reconhecendo os resultados, pedindo a anulação da eleição pelo fato da votação ter sido ampliada até as 19h, é simplesmente patética. Obviamente não se podia esperar algo diferente de alguém golpista, mentiroso e com vários processos criminais a responder. O ataque às urnas eletrônicas, amplamente utilizado em passado recente, não cola mais pra ninguém. Era necessário encontrar outra “justificativa”.
O ministro Zanin foi colocado diante da seguinte decisão: (i) relatos do Tribunais Regionais da Bahia e de São Paulo de que os eleitores haviam sido prejudicados criminosamente pelas respectivas Prefeituras, impedindo a circulação de ônibus; (ii) requerimentos das candidaturas Bolsonaro e Lula solicitando a ampliação do horário.
Diante destes fatos e dos requerimentos de ambos os candidatos, só cabia ao Ministro despachar favoravelmente.
O que se verificou a seguir foi: (i) 35.521 votos depositados após as 17h, sendo 29.001de votos no período entre 17h e 17h05, certamente de pessoas que às 17h receberam senhas para exercer seus votos, conforme praxe legal: (ii) Assim, somente 6.520 devem ter sido atingidos pela medida Ministerial, número completamente insignificante diante dos mais de 4 milhões de votos referentes à vitória de Lula.
Alguém “brilhantemente” dirá que a medida do Ministro seria desnecessária. Avaliar após o fato ocorrido, fica fácil…
Já o candidato Bolsonaro solicitar a prorrogação e depois pedir a anulação da eleição demonstra a sua vontade golpista em tumultuar o resultado.

Por decisão judicial, a Polícia Federal mandou recolher o passaporte deste candidato, cujo irmão Eduardo Bolsonaro (foragido nos EUA), sugeriu a fuga dele em caso de derrota das eleições. Efetivamente já fugiu.
Sobre as eleições brasileiras Trump comentou: “Houve confusão, mas eu gosto do Lula”. Interpretação: “Vou continuar conversando com Lula, e acolherei a Flávio Bolsonaro aqui”. Tudo acertado previamente com os Bolsonaro.
Ditadura nunca mais!
Nada estranho: Flávio Bolsonaro tem inúmeros processos criminais a responder, entre os quais destacam-se: (i) suas relações com Vorcaro; (ii) suas relações com o Careca do INSS; (iii) suas relações com o Adv. Willer Tomas, especialmente na disputa com o jogador Richarlison por imóvel milionário na Ilha Comprida em Angra dos Reis.
Não foi desta vez: o Brasil retrocedendo após um período de avanços.
Há outro fato histórico a ser frisado. Não foi desta vez que o Brasil vai retroceder após um período de avanços, como ocorreu com Getúlio Vargas em 1954, no golpe contra João Goulart em 1964 e no golpe contra Dilma Rousseff em 2016. A eleição de Flávio Bolsonaro seria uma catástrofe para o Brasil e para o Mundo. Ditadura nunca mais!
A eleição também possui forte relevância estratégica.
A vitória é estratégica para o mundo contra o neofascismo.
Na recessão mundial de 2007 e 2008 ressurge com força o neofascismo que já havia se manifestado em vários países europeus. Cresceu apoiando-se fortemente nos meios digitais. Aqui no Brasil tomou corpo através do bolsonarismo, sendo fortemente assumido na sociedade, em especial nas regiões sul, sudeste e centro-oeste. Tem atuado contra progressos sociais e promovendo guerras. Com a vitória de Trump, este proclamou-se como grande líder da extrema-direita, entenda-se neofascismo, usando métodos conhecidos de Hitler e Mussolini, provocando prejuízos enormes a toda humanidade.
Em relação ao Brasil tem imposto prejuízos econômicos tanto ao Brasil como aos norte-americanos. Nestas eleições intrometeu-se através de empresas dos EUA, em especial a Meta e a CNN.

Lula, com sua postura firme de defesa da soberania brasileira e do Multilateralismo, livre determinação dos povos e a favor da paz, tem se tornado referência mundial contra os avanços
do neofascismo, tanto na América Latina como no Mundo. Todos os governantes anti-fascistas torciam pelo eleição de Lula, para que continue sendo a principal defesa da democracia e da soberania de cada nação.
Em 03 de novembro teremos outro momento essencial pela recuo do neofascismo. São as chamadas eleições de Midters dos EUA, ou seja, eleições de meio de mandato, que além de realizar a escolha de um grande conjunto de cargos, serve como referendo do Presidente da República, embora este não concorra diretamente. Estarão em disputa parte dos cargos municipais, de governadores e representantes legislativos estaduais, conforme legislação em cada Estado. A nível federal, o mais diretamente importante, serão eleitos a totalidade dos 435 deputados da Câmara de Representantes e 35 de 100 Senadores. Neste caso, Trump poderá perder a maioria, tanto na Câmara dos Representantes como no Senado. O que será um duro golpe da sua gestão neofascista.
Vimos que, como nunca antes na História, a vitória de Lula é fundamental para o Brasil e para o Mundo. Viabilizá-la é necessário!
**Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil de Fato.


