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Profecia de São Malaquias: sucessor de Bento XVI já tem nome e será o último

No século XII, bispo irlandês teve visões sobre 112 papas; vencedor do conclave se chamará Pedro (no próprio nome ou no nome que adotar) e será o último da história da Igreja











Foto: Reprodução/Flickr



Revista Samuel

O conclave que terá início nesta terça-feira (12) após a renúncia de Bento XVI já tem resultado: o novo papa se chamará Pedro II e será o último pontífice da Igreja Católica. Pelo menos, é o que reza a profecia de São Malaquias, padre irlandês que viveu no século XII e deixou, além de alguns milagres no currículo, previsões sobre os 112 papados que viriam depois dele.

Nos idos do ano de 1140, o arcebispo de Armagh teve algumas visões sobre o futuro do catolicismo. Dentre elas, a que ficou mais famosa diz respeito ao sumo pontificado. A lista elaborada pelo religioso — canonizado mais tarde como São Malaquias — contém “lemas” descritivos que fazem referência ao nome, símbolo do país de origem, ao escudo de armas ou a qualquer elemento que possa caracterizar o papa de alguma forma.

No rol com os 112 pontífices antevistos na profecia, o último deles será o vencedor do próximo conclave a ser realizado na Santa Sé. De acordo com as visões de Malaquias, o sucessor de Bento XVI adotará o título de Pedro II, nome do primeiro bispo de Roma e sucessor de Jesus Cristo. A profecia diz o seguinte:

Na perseguição final à sagrada Igreja Romana reinará Pedro Romano, que alimentará o seu rebanho entre muitas turbulências, sendo que então, a cidade das sete colinas [Roma] será destruída e o formidável juiz julgará o seu povo”.

Oficialmente, a Igreja nunca deu muita importância à profecia de São Malaquias. Por via das dúvidas, veja como as visões do profeta caracterizaram os cinco últimos pontífices:

  • “Pastor et Nauta” para o papa de número 107: João XXIII (1958-1963) - o termo Nauta (timoneiro) também refere-se à Veneza, cidade alagada, onde ele nasceu.

  • “Flos Florum” para o papa de número 108: Paulo VI (1963-1978) - sua tradução é: “Flor das Flores”. Eleito papa em 1963, seu escudo de armas continha três flores-de-lis.

  • “De Medietate Lunae” para o papa de número 109: João Paulo I (1978) – sua tradução é “Da Metade da Lua. Albino Luciani, nome de batismo do papa João Paulo I, significa “luz branca”. Seu papado durou apenas 33 dias, ou seja, reinou pelo período de um mês lunar. Sua diocese de origem, Belluno, quer dizer em latim “bela lua”. João Paulo I também morreu um mês após se tornar papa . Há suspeitas de que foi assassinado ao tentar “sanear” o Banco do Vaticano (ou IOR) e anular a influência da máfia italiana. Malaquias inclui uma frase sobre esse papa: Salve amore, pater nostro, mediatore sactissimo, presunta victima (Salve, amado pai, santo mediador, futura vítima).

  • “De Labore Solis Optimo” para o papa de número 110: João Paulo II (1978-2005) - Durante a 2ª Guerra Mundial, o futuro papa Karol Wojtila trabalhou como mineiro e operário em uma fábrica de produtos químicos na Polônia. Wojtila nasceu, em 1920, em um dia de eclipse do sol e morreu, em 2005, também em um dia de eclipse solar. João Paulo II foi incansável trabalhador, tendo sido o papa que mais viajou ao redor do mundo.

  • “Gloria Olivae” para o papa de número 111: Bento XVI (2005-2013) - Benedito (como é falado fora do Brasil), Jospeh Ratzinger nasceu em um sábado de Glória, o último sábado antes da Semana Santa, que se inicia no dia seguinte, com o Domingo de Ramos (de oliva). Escolheu seu nome homenageando São Bento, pertencente à ordem dos “olivetanos”; também chamada de ordem dos Beneditinos.

Nota da redação:

Francisco

A profecia de Malaquias continua valendo para os que acreditam nela. Apesar de o nome do novo papa não ser Pedro e de ele também não ter escolhido para si o nome “Pedro II”, estudiosos lembram que o nome de São Francisco de Assis (de quem Bergoglio decidiu retirar o nome Francisco) é Giovanni di Pietro di Bernardone.

Ao mesmo tempo, recordam que São Francisco também era romano, já que nasceu na Itália, em 1182, na época em que parte desse território fazia parte do Sacro Império Romano-Germânico, que teve como primeiro imperador Carlos Magno, coroado em 25 de dezembro de 800 e último, curiosamente, um Francisco II, que abdicou e dissolveu o império em 1806 durante as Guerras Napoleônicas. Há a curiosidade também de que São Francisco, ao iniciar sua nova vida, trabalhou como pedreiro, ajudando a reconstruir diversas igrejas nos arredores de Assis.

Além disso, os que acreditam nas profecias relebram que o líder dos jesuítas (ordem a qual Bergoglio pertence) é justamente chamado de o “Papa negro”, devido à sua batina negra - em mais uma referência ao último papa que deveria surgir antes do Apocalipse.

Há ainda o fato de como o próprio novo papa Francisco se referiu à Argentina, seu país de origem, em sua primeira aparição: “Foram quase até o fim do mundo para me buscar”. A favor disso, pesa uma profecia feita, em 1527, pelo Monge de Pádua - o mesmo que anos mais tarde publicaria as profecias de São Malaquias -, que diz que o último papa chegaria “a Roma de uma terra distante para encontrar tribulação e morte”.

Em tempo, na história da Igreja Católica nunca houve um papa jesuíta. Chamado Francisco, este também será o primeiro.