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Revolução dos Cravos é comemorada com críticas à política de austeridade

O dia 25 de abril ficou marcado pela revolução que libertou Portugal da ditadura fascista iniciada por Salazar











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Vivian Fernandes

da Radioagência NP

Em meio à recessão econômica, portugueses relembram o aniversário da Revolução dos Cravos com protestos às medidas de austeridade. A redução de gastos públicos e o rigor fiscal são criticados pela oposição de esquerda, sindicatos e movimentos civis. Fazem parte dos descontentes alguns “Capitães de Abril”, protagonistas da revolução de 1974.

A política de austeridade do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, provocou um aumento no desemprego, que supera 17%, além de cortes de salários, aposentadorias, subsídios e serviços públicos.

Entre as críticas levantadas pela Agência Efe, está a do presidente da associação e um dos Capitães de Abril, Vasco Lourenço. Ele, que integrou o Conselho da Revolução e o Conselho de Estado, acredita que o legado da Revolução, que pôs fim a quatro décadas de ditadura, “está sendo destruído agora”.

O dia 25 de abril de 1974 ficou marcado na história pela revolução que libertou Portugal da ditadura fascista iniciada por Antonio de Oliveira Salazar (1933-1974). O nome de Revolução dos Cravos foi consagrado pela história de uma florista que teria entregue um cravo a um soldado, que o colocou no cano de sua espingarda.

Uma das músicas marcantes desse movimento é “Grândola, Vila Morena”. Ela foi transmitida através do rádio como sinal para dar início à revolução. Quase 40 anos depois, a canção vem sendo entoada nos últimos meses em protestos contra as políticas de austeridade do Estado português.

Acompanhe um trecho da música “Grândola, Vila Morena”, composta e cantada por José Afonso:

Grândola, vila morena

Terra da fraternidade

O povo é quem mais ordena

Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade

O povo é quem mais ordena

Terra da fraternidade

Grândola, vila morena

Foto: Wikipedia

Veja o documentário “As armas e o povo”, que retrata o movimento militar e a agitação popular nas ruas de Portugal, tendentes ao desmantelamento do aparelho social e político do fascismo.