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Ato em frente no RS exige posição do estado sobre demarcações de terras

Populações indígenas e quilombolas estão, desde quinta-feira (29), acampadas em frente à sede do Executivo gaúcho para pressionar o governo do estado











Fotos: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21



Nícolas Pasinato,

do Sul21

Na manhã desta sexta-feira (30) foi realizado um ato em frente ao Palácio Piratini por populações indígenas e quilombolas do estado que estão, desde quinta-feira (29), acampadas em frente à sede do Executivo gaúcho para pressionar por demarcações de terras. A manifestação, que ocorre em meio à mobilização dos bancários e de greve no magistério, recebeu o apoio do Bloco de Luta pelo Transporte Público, a CSP-Conlutas, a corrente CUT Pode Mais e o CPERS.

Desde junho, quando indígenas dos povos Kaingang, Guarani e Charrua se mobilizaram em Porto Alegre e se reuniram com o governador Tarso Genro (PT) no Palácio Piratini, a demarcação de terras passou a ser debatida com maior intensidade no estado. Boa parte dos processos de demarcação está parada em função de conflitos que envolvem agricultores e indígenas, principalmente na região norte do Rio Grande do Sul, e que, na opinião das entidades, exigiria um posicionamento mais transparente por parte do governo estadual.

Na quinta-feira (29), uma nota assinada por indígenas e quilombolas foi entregue a representantes do estado demonstrando essa preocupação. No comunicado, além de exigirem um posicionamento claro e efetivo por parte do governador, reivindicam “o respeito a seus direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988, a continuidade das demarcações e o levantamento de fundos para a indenização dos agricultores que terão que ser removidos dos territórios já reconhecidos como de tradicionalidade indígena”.

No sábado (31), encerra-se o prazo solicitado pelo governador para apresentar uma proposta de solução para a questão da demarcação de terras indígenas e a indenização e reassentamento de agricultores familiares.