Brasil de Fato

Uma Visão Popular do Brasil e do Mundo

Museu do Índio: Violência e prisões marcaram ação da PM durante despejo

Reintegração, que ocorreu nesta segunda-feira (16), terminou com dezenas de feridos e 25 ativistas detidos. Crianças e uma gestante também foram agredidas pela PM











Foto: Tomaz Silva/ABr



da Redação

A Tropa de Choque da Polícia Militar do Rio de Janeiro usou de violência para despejar cerca de 40 indígenas e manifestantes que ocuparam o prédio do antigo Museu do Índio, ao lado do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, na zona norte do Rio.

A reintegração, que ocorreu na manhã desta segunda-feira (16), terminou com dezenas de feridos e 25 ativistas detidos. Crianças e uma gestante também foram agredidas pela polícia. Um indígena da tribo Guajajara resistiu à ordem de desocupação da PM e subiu em uma árvore próxima ao museu.

No final de semana, o espaço abrigou o 1º Encontro da Frente Independente Popular. Durante o evento, indígenas ocuparam o prédio anexo que pertence ao Ministério da Agricultura e, em seguida, PMs cercaram o local ameaçando desocupar ambos os imóveis.

O governo do estado divulgou nota na manhã de hoje reiterando que o prédio do antigo Museu do Índio não será derrubado e sim transformado em um Centro de Referência das Culturas Indígenas. Já o prédio que abrigou o antigo Laboratório Nacional Agropecuário do Ministério da Agricultura e que foi ocupado pelos índios no domingo, será mesmo

Em março deste ano, os indígenas que ocupavam o prédio desde 2006 foram retirados com forte aparato policial, gás lacrimogêneo e balas de borracha. O local ficou conhecido como “Aldeia Maracanã”. Inicialmente, o prédio seria demolido para a construção de um estacionamento e de um shopping que faziam parte do projeto do novo Maracanã. demolido.