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Manifesto dos Movimentos Sociais em São Paulo

No documento, os movimentos analisam que, apesar das dificuldades do atual governo em realizar mudanças estruturais, reconhecem que “os governos do Presidente Lula e da Presidenta Dilma avançaram em muitos pontos na direção da diminuição das desigualdades sociais


Da Redação,

Reunidos nesta sexta-feira (17), mais de vinte movimentos sociais de São Paulo declaram voto à candidata. Um manifesto foi elaborado e assinado por todos os representantes reunidos na sede do Sindicato dos Bancários, na capital paulistana.

No documento, os movimentos analisam que, apesar das dificuldades do atual governo em realizar mudanças estruturais, reconhecem que “os governos do Presidente Lula e da Presidenta Dilma avançaram em muitos pontos na direção da diminuição das desigualdades sociais, no combate à fome e à miséria, no aumento do salário, na melhoria na habitação e saúde, e nos investimentos na área da educação”.

Ainda no manifesto, os movimentos reiteram sua oposição ao candidato Aécio Neves, do PSDB que, segundo eles, “é hoje o representante das elites, de interesses conservadores, machistas, homofóbicos e racistas, que querem perpetuar as situações de exclusão e injustiça social, da discriminação e do ódio contra os pobres. Portanto, esta candidatura representa a possibilidade de um retrocesso histórico para as lutas e conquistas sociais em nosso país”.

Entre outros movimentos que assinam o manifesto estão: Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE), União de Negros Pela Igualdade (UNEGRO), Central de Movimentos Populares (CMP), Frente de Luta por Moradia (FLM), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Marcha Mundial das Mulheres (MMM).

MANIFESTO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS EM SÃO PAULO

São Paulo, 17 de outubro de 2014

Nesta semana em que comemoramos o dia da criança, o dia do professor e o dia de luta pela soberania alimentar, nós, representantes dos Movimentos Sociais em São Paulo, manifestamos nossa posição com relação ao processo eleitoral que decidirá sobre quem deve ocupar o mandato na Presidência da República para os próximos quatro anos.

Temos a clareza que só a organização e a luta permanente de nosso povo contra as estruturas injustas desta sociedade poderão transformar, pela raiz, a situação de opressão, historicamente estabelecida, e construir um país justo, fraterno e igualitário.

Sabemos das limitações do atual governo em realizar mudanças estruturais, que superem as enormes desigualdades sociais em nosso país.

Estas desigualdades são fruto de um processo histórico, onde a maioria do povo brasileiro, em especial os mais pobres, os negros, as mulheres que vivem do seu trabalho, tiveram seus direitos negados pelas elites e pela maioria dos governantes.

Reconhecemos que os governos do Presidente Lula e da Presidenta Dilma avançaram em muitos pontos na direção da diminuição das desigualdades sociais, no combate à fome e à miséria, no aumento do salário, na melhoria na habitação e saúde, e nos investimentos na área da educação. Construíram uma forte solidariedade internacional que fortalece governos progressistas no mundo, estabelecendo relações de respeito sem submissão.

Temos a mais plena consciência que o candidato Aécio Neves é hoje o representante das elites, de interesses dos setores conservadores, machistas, homofóbicos e racistas, que querem perpetuar as situações de exclusão e injustiça social, da discriminação e do ódio contra os pobres. Portanto, esta candidatura representa a possibilidade de um retrocesso histórico para as lutas e conquistas sociais em nosso país.

Frente a este momento decisivo, não temos nenhuma dúvida em afirmar nosso apoio à candidatura da Presidenta Dilma e convocar todos os setores democráticos, progressistas, populares e de esquerda do nosso estado e país a se engajarem nesta luta pela pátria, contra o retrocesso.

Nossa pátria será cada vez mais livre com a valorização do trabalho de nosso povo trabalhador, com a soberania sobre nossos recursos naturais e com nossa firme determinação em não mais aceitarmos os mandos e desmandos das elites brasileiras, massificada entre o povo por meio de seus instrumentos ideológicos.

Assumimos aqui, novamente, o compromisso enquanto lutadores e lutadoras de nosso povo, de nos manter firmes e organizados, construindo pontos de unidade popular em luta pelo avanço e garantia dos direitos de todos/as.

Contra a ofensiva conservadora, venceremos o preconceito, o ódio e o retrocesso. Dilma será nossa Presidenta da República.

CAMI - Centro de Apoio ao Migrante

CEBS - Comunidades Eclesiais de Base

Centro Gaspar Garcia de Direitos humanos

CMP - Central de Movimentos Populares

Coletivo Nacional de Juventude Negra-Enegrecer

CONAM - Confederação Nacional das Associações de Moradores

FENET - Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico

FLM – Frente de Luta por Moradia

Levante Popular da Juventude

MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens

MMM - Marcha Mundial das Mulheres

MMPT - Movimento de Moradia para Todos

MMRC - Movimento de Moradia da Região Centro

Movimento das Pessoas com Deficiência

MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

MTD - Movimentos dos Trabalhadores Desempregados

UBM - União Brasileira de Mulheres

UJR - União da Juventude Rebelião

UMM - União dos Movimentos de Moradia

UNE - União Nacional dos Estudantes

UNEGRO - União de Negros Pela Igualdade