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Reeleita, Dilma acena para os movimentos sociais e promete reforma política

A convocação de uma constituinte foi tema de consulta pública realizada entre os dias 1º e 7 de setembro. Disputa foi a mais apertada desde a redemocratização, já que o 2º colocado ficou 3.459.963 votos atrás











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Da Radioagência Brasil de Fato

Reeleita para governar o Brasil pelos próximos quatro anos, a presidenta Dilma Rousseff (PT) assumiu compromisso com a reforma política a partir de um plebiscito popular. A vitória eleitoral por 51,64% dos votos foi confirmada na noite deste domingo (26) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reconhecida pelo oponente, senador Aécio Neves (PSDB).

Essas eleições de segundo turno são consideradas as mais apertadas desde a redemocratização do país, já que o segundo colocado ficou 3.459.963 votos atrás. Em seu primeiro discurso, Dilma sugeriu que a energia liberada nas ruas durante a disputa eleitoral seja convertida em mudanças. E a primeira delas seria a reforma política.

“Meu compromisso, como ficou claro durante toda a campanha, é deflagrar essa reforma que é responsabilidade constitucional do Congresso e que deve mobilizar a sociedade em um plebiscito por meio de uma consulta popular.”

A convocação de uma constituinte foi tema de consulta pública realizada por organizações populares entre os dias 1º e 7 de setembro, que contou com quase 8 milhões de votos favoráveis. Dilma destacou a necessidade de retomada desse diálogo.

“Quero discutir esse tema profundamente com o novo Congresso Nacional e com toda a população brasileira. Quero discutir igualmente com todos os movimentos sociais e as forças da sociedade civil.”

A vitória de Dilma repercutiu nos países da América Latina. Os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, do Equador, Rafael Correa, e da Venezuela, Nicolás Maduro, declararam que o resultado das urnas é importante para a continuidade do projeto de integração regional.