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País perde quase 100 mil empregos com carteira em janeiro

Maior parte dos cortes veio do comércio. Apenas a agricultura não fechou vagas. Em 12 meses, a diminuição é de aproximadamente 1,6 milhão de postos de trabalho.


Da Rede Brasil Atual

O mercado formal de trabalho manteve tendência de baixa em janeiro, quando foram eliminados 99.694 empregos com carteira assinada (queda de 0,25% no estoque), segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência Social. É o pior resultado para o mês desde 2009. Em 12 meses, o país perdeu 1.590.822 vagas, retração de 3,86%. O estoque agora é de aproximadamente 39,6 milhões de postos de trabalho.

Crédito Marcos Santos/ USP Imagens

O desempenho no primeiro mês “relaciona-se à conjuntura econômica recente e a fatores sazonais”, segundo o ministério. É resultado de 1,205 milhão de contratações e 1,305 milhão de demissões.

Apenas a agricultura não fechou vagas em janeiro, com saldo de 8.729 (0,56%). O maior número de cortes veio do comércio: 69.750 (-0,76%), com queda tanto no setor varejista como no atacadista. Na indústria de transformação, foram eliminados 16.553 postos de trabalho (-0,22%). Os serviços cortaram 17.159 (-0,10%) e a construção civil, 2.588 (também -0,10%).

Em 12 meses, é novamente a agricultura o único setor a não eliminar vagas, com saldo de 6.600 (0,42%). Em números absolutos, a maior perda é da indústria, que fechou 657.318 postos de trabalho com carteira assinada, queda de 7,95%. Percentualmente, a principal retração foi a da construção: -13,55%, o correspondente a menos 416.790 empregos formais. Os serviços cortaram 296.691 (-1,71%) e o comércio, 194.767 (-2,08%). O setor extrativo-mineral perdeu 13.613 vagas (-6,13%) e a administração pública, 9.012 (-1,01%).