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O acordo suspeito com o Youtube

O site vai pagar ao Ecad direitos sobre todas as músicas disponibilizadas.



do Rio de Janeiro (RJ)



Em setembro do ano passado, o Ecad firmou um acordo com o Youtube. O órgão considera a veiculação de músicas “execução pública”. A partir de novembro, o site – propriedade da Google – passou a pagar pelas canções disponibilizadas. A Google ainda se comprometeu a saldar valores retroativos até 2001. Por óbvio, o Ecad deveria estar pagando os autores cujas músicas estão sendo veiculadas no site. Porém, não há ainda certeza se isso está acontecendo, devido à pouca transparência do órgão. “É muito provável que o Ecad também use a amostragem do rádio para pagar os autores, nesse caso, o que é mais um absurdo”, afirma Campello.


Analistas são unânimes: se a distribuição viesse a ser feita com justiça ao que realmente está sendo acessado – hipótese pouco provável – estimularia uma rede ampla de criação, incluindo os autores de menor porte. O Ecad não descarta cobrar usuários que ofereçam livremente canções digitais, ou simplesmente sonorizem seus sites com arquivos tipo Midi – a tabela do órgão, nesse caso, exige o pagamento de R$ 37,49 por mês. O órgão já anunciou que os próximos a serem cobrados serão os sites de venda de música. (LU)