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No Rio de Janeiro, esculachado é assassino de Rubens Paiva

Os manifestantes promoveram um ato de escracho/esculacho contra Belham para denunciar suas ações enquanto torturador do Regime Militar


do Levante Popular da Juventude

Cerca de 50 jovens do movimento Levante Popular da Juventude realizaram na manhã desta segunda, 14, um protesto contra o torturador José Antônio Nogueira Belham, em frente à sua casa, no Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro, na rua Marques de Abrantes, 218.

Com o intuito de chamar a atenção da sociedade sobre a importância da Comissão Nacional da Verdade, que tem por objetivo investigar os crimes cometidos por agentes de Estado (torturas, assassinatos, sequestros) no período da Ditadura Militar (1964-1985), os manifestantes promoveram um ato de escracho/esculacho contra Belham para denunciar suas ações enquanto torturador do Regime Militar.

Belhan, envolvido nas torturas como colaborador e informante, foi o chefe do DOI-CODI do Rio (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna), um dos órgãos de repressão do governo brasileiro durante o regime militar. Dentre as inúmeras torturas e assassinatos cometidos em sua repartição está a do engenheiro civil e militante pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) Rubens Paiva, como citado no livro A Ditadura Escancarada (p. 326), de Elio Gaspari (2002).

O caráter da ação, conhecida como “escracho”, baseia-se em ações similares as que acontecem na Argentina e no Chile, em que jovens fazem atos de denúncias e revelações dos torturadores que continuam soltos e sem julgamento de suas ações durante a Ditadura Militar.

O Levante, na ambição de ter a verdadeira história do nosso país revelada, vai continuar denunciando os torturadores e lutando pela justiça até que sejam todos eles julgados. Se não há justiça, há escracho.