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Entidades realizam visitas a projetos industriais tóxicos

Objetivo é mostrar que na mesma cidade que promete redefinir os marcos ambientais do planeta, na Rio+20, são erguidos megaprojetos de forte impacto socioambiental


da Redação

Organizações da sociedade civil e comunidades impactadas por megaprojetos na região metropolitana do Rio de Janeiro promovem, entre os dias 15 e 17, visitas de ativistas, jornalistas e pesquisadores a três empreendimentos industriais tóxicos que têm forte impacto socioambiental na capital fluminense.

Intitulada Rio+Tóxico, a jornada busca mostrar que na mesma cidade que promete redefinir os marcos ambientais do planeta na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, estão sendo realizados megaprojetos na contramão do discurso oficial.

Os participantes da jornada participarão de reuniões e visitas, onde poderão entrevistar lideranças e moradores locais. O grupo visitará o bairro de Santa Cruz, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, e os municípios de Duque de Caxias e Magé, áreas afetadas pela siderúrgica ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) e pela refinaria de Duque de Caxias REDUC-Petrobras. Também serão visitados o Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho, o maior da América Latina, e a Área de Proteção Ambiental de São Bento.

De acordo com a organização da jornada, os ônibus que levarão os participantes da Rio+Tóxico às comunidades afetadas partirão da sede do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), no centro do Rio de Janeiro, “de onde sai também grande parte do financiamento desses empreendimentos tóxicos”. Mais informações podem ser obtidas no site http://riotoxico.hotglue.me.