saúde como direito

Alexandre Padilha: ‘Só Lula protege o SUS da tesoura do Milei que Flávio Bolsonaro quer trazer para cá’

Ministro detalha estratégias para o 2º turno, critica o plano de cortes do adversário e reforça apostas na saúde pública

Lula participa de inaguração de hospital federal ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha
Lula participa de inaguração de hospital federal ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha | Crédito: Ricardo Stuckert/Agência Brasil

Em meio à corrida para virar o jogo no curto espaço de tempo até o segundo turno das eleições presidenciais, no dia 25 de outubro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, faz um balanço da gestão na área nos últimos quatro anos e destaca a retomada da Farmácia Popular e programas como o Agora Tem Especialistas, ambos alinhados com a constante valorização do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em entrevista ao Conversa Bem Viver, Padilha detalha alguns desses avanços e o que está por vir em um eventual governo Lula 4. “A gente bateu o recorde de cirurgias eletivas pelo Agora Tem Especialista. Há uma verdadeira revolução digital que nós vamos fazer na área da saúde. A gente está já finalizando nesse governo e vamos poder colocar à disposição de cada município e estado no Brasil ferramenta tecnológica para as pessoas poderem marcar a consulta, acompanhar a consulta do seu celular, ver sua posição na fila, garantir o atendimento mais rápido, a tele-saúde, sem gastar o tempo das pessoas com isso, e vamos colocar as chamadas canetas emagrecedoras no SUS, não como uma ferramenta, um milagre estético, mas com a lógica de que uma medicação que tem evidência científica não pode ser uma coisa só para rico”, argumenta.

O ministro também reforça o compromisso da ampliação dos tratamentos especializados, com destaque para o tratamento oncológico. “Nós vamos ter a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer do mundo. A gente já tem a maior rede pública de transplante. Nós teremos a maior rede pública de tratamento do câncer em todas as fases, desde a prevenção, diagnóstico precoce”, ressalta. 

“Em cada estado do país, nos próximos quatro anos, se a gente ganhar as eleições, terá um centro de tratamento de cirurgia robótica. Ele é importante porque gera menos lesão para o paciente. Então, no caso do câncer de próstata, por exemplo, o risco de ficar com incontinência urinária, de ter que usar fralda depois, o risco de impotência é muito menor, e também de infecção hospitalar, fica menos tempo internado no hospital”, explica o médico.

Confiante no Lula 4

Alexandre Padilha afirma estar muito confiante em uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, porque existem dois projetos de país radicalmente distintos em disputa. “O povo brasileiro, por vários motivos, resolveu colocar o presidente Lula frente a frente com o filho do Bolsonaro na disputa de segundo turno. Agora não tem mais como fugir do debate. É um contra o outro, disputa de projeto. Estou muito confiante. Nós temos três semanas no país para mostrar o que o presidente Lula já fez, a sua história e o que se pretende fazer nos próximos quatro anos”, defende.

O ministro contou que, não apenas pelo seu cargo, mas por ser cidadão brasileiro, se dedicou a ler o plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL): são 70 páginas, divididas em 11 capítulos, e não há sequer uma única menção da palavra “farmácia popular”. Padilha afirma que “o presidente Lula salvou o SUS” e ressalta os cortes da gestão do pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “O tempo todo ele fala da tesoura, dos cortes. O presidente Lula salvou o SUS. O orçamento que o pai do Flávio Bolsonaro tinha deixado, e o Flávio Bolsonaro era senador da República, então participou do governo do pai dele, cortava em 60% dos recursos da farmácia popular”, exemplifica.

“Todo o período do governo deles viveu o tal do teto de gastos, que tirou recursos da área da saúde. Só o presidente Lula protege o SUS da tesoura do Milei, que ele quer trazer para cá”, afirma, em referência ao plano econômico de Flávio Bolsonaro, inspirado no modelo de Javier Milei na Argentina, com coordenação de Daniella Marques.

Padilha reforça que, nas próximas semanas, é fundamental conversar com quem não foi votar e com os eleitores de outras candidaturas que não sejam extremistas. E levanta um interessante potencial eleitor de Lula. “Há aquele eleitor que votou em Flávio porque ele estava junto com o deputado federal ou estadual que a pessoa votou”, defende. “É uma oportunidade desse grande debate por três semanas, de detalhar os planos de governo, o que significa, e eu estou muito confiante de que nós vamos ganhar de novo”, ressalta.

Para o ministro, Lula deve, sim, participar dos debates previstos antes do segundo turno, diz que “Lula adora debate, ele adora segundo turno” e que o que aconteceu antes do primeiro turno não era debate, “mas arapuca”. “Mas ele não vai fugir de debater, de enfrentar, de discutir com o filho do Bolsonaro quais são os projetos para o país.”

A sintonia da Rádio Brasil de Fato é 98,9 FM na Grande São Paulo.

Assim como os demais programas da Rádio Brasil de Fato, você pode ter acesso a esse conteúdo com antecedência para reproduzir gratuitamente na sua rádio. Acesse este formulário e faça sua inscrição.

São dezenas de rádios que fazem parte desta corrente!

Editado por: Gia Matheus Almeida

|

Newsletter