Pela democracia

As lições de mobilização popular da Campanha Lula Livre para as eleições 2026

Haroldo Sereza defende força da mobilização popular e compara movimento de 2018 à união pela Anistia e pelas Diretas Já!

Haroldo Sereza, jornalista e escritor
Haroldo Sereza, jornalista e escritor | Crédito: Reprodução de redes sociais

“A campanha Lula Livre mostra a capacidade de articulação, de ação e de repercussão das forças populares, e a gente precisa muito disso nesse segundo turno, o Lula sozinho não ganha eleição”, afirma Haroldo Sereza, jornalista, professor e autor do livro “Um por todos, todos por Lula: A Campanha Lula Livre e a luta dos brasileiros para tirá-lo do cárcere” (Autêntica).

Na obra, lançada neste ano, Sereza analisa o processo de vigília do acampamento Lula Livre, que permaneceu ativo durante os 580 dias em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, e também toda a mobilização popular pelo país. “A grande vitoriosa da campanha Lula Livre é a democracia e são as forças populares”, reflete o autor.

Sereza compara a campanha pela soltura de Lula em 2018 ao processo de Anistia ao final da Ditadura Miliar e ao movimento Diretas já!.

“Essas campanhas já têm um certo embrião dessa autonomia popular, elas crescem muito porque a sociedade civil se reorganiza em movimentos sociais. Entre 1977 e 1983, esse país se redesenhou e, nessas duas pontas, você tem essas duas grandes campanhas. A Campanha Lula Livre tinha lampejos maravilhosos de autonomia e com decisões políticas muito consequentes, com muito acerto de decisão, muito pouco erro.”

Entre os ensinamentos absorvidos do processo de Lula Livre, Haroldo destaca a conquista de cada vez mais pessoas para a defesa da democracia.

“A campanha nos ensinou que posições impopulares devem ser defendidas se elas estão corretas. Ensinou que a gente tem que ir conquistando um a um dos reticentes e a gente tem que ir calando um a um dos adversários. Hoje as pessoas têm vergonha de dizer que pediram o impeachment da Dilma. A gente precisa que as pessoas tenham vergonha, se possível, até o segundo turno, de votar no Flávio Bolsonaro. A campanha Lula Livre fez isso: foi conquistando pessoas e se encaminhou para um resultado de fortalecimento da democracia”, ressaltou Haroldo.

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Editado por: Gia Matheus Almeida

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